Quem com ferro fere…

A palavra “crítica”, em principio, significa: Uma análise avaliativa de alguma coisa.

E as coisas podem ser avaliadas positivamente, negativamente, ou conter tanto pontos negativos quanto positivos.

Porém, normalmente o ato de criticar está associado a uma censura, condenação ou avaliação negativa onde são apontados os erros. E nisso, muitos se sentem completamente à vontade.

Criticamos pessoas, comportamentos, políticos, artistas, relacionamentos, familiares. Criticamos a tudo e a todos, quase que por hábito.

Ouvi certa vez um artista dizendo que – “O critico pode ser uma pessoa terrivelmente acomodada, cujo único papel é criticar sem que esteja, sequer levemente, comprometido a ter empatia com o criticado.”

Ao menos em relação aos maus críticos, ele tem uma certa razão.

Criticar negativamente e apontar supostos erros é tão fácil! Todos nos sentimos aptos a isso. Parece ser natural ao ser humano.

Mas para termos propriedade em uma critica, usando-a como uma real avaliação, precisamos ter um mínimo de inteligência emocional, e isso, tem relação direta com o poder de desenvolvermos a empatia.

Empatia é se identificar, procurar entender o outro e o seu ponto de vista. É procurar se colocar no lugar de outra pessoa, buscando entender a forma como ela pensa, sente ou age. E para isso, temos que levar em conta as dificuldades e potenciais dessa pessoa.

A critica sem empatia pode não ser construtiva, e sim, altamente negativa!

Fazer um comentário que só aponta os erros, as falhas ou os pontos a serem melhorados, é apenas focar as dificuldades e não as possibilidades do criticado.

Ou seja, a crítica sem empatia invalida ou diminui a ação do criticado. O compromisso da critica, neste caso, é desconstruir. E não, construir.

O criticado poderá se sentir agredido, invalidado, sem poder, e portanto, sentir a necessidade de se defender, de invalidar a crítica, revidar a agressão que sentiu ser vítima.

Resultado: Negativo em altíssimo grau!

Não importa se o crítico tinha ou não razão em sua observação! Critica sem empatia é ferro em brasa, ferindo e desconstruindo.

E quem com ferro fere…

Que tipo de critico é você?

Fácil saber essa resposta: Basta observar a reação do criticado às suas criticas.

Avalie, mas sempre com empatia!

Com carinho,

Vera Calvet

Mais textos em: http://www.rashuah.com.br/textos_de_autoconhecimento.html

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2 respostas em “Quem com ferro fere…

  1. Maneiro Vera!! Embora suspeitasse, eu só consegui entender profundamente a questão da crítica, da vítima e seu algoz, e do controle, quando passei pelo Ráshuah. Fui muito criticada pela minha mãe quando pequena e como ela parecia perfeita em tudo que fazia, e eu um ser de natureza lúdica, não encontrava saída pra mim. Hoje percebo que a aparente perfeição vinha de um controle que ela exercia sobre tudo e todos, por que no fundo tem medo. Mas o estrago já estava feito, durante muito tempo reagi a sua crítica pra não ser esmagada e daí reproduzimos a conduta mundo afora. Perdi energia demais pra ter razão sem motivo real. Reagir é perder o sentido da própria vida.

    Ando indicando o Ráshuah pra algumas pessoas das oficina de arte e meditação que vez ou outra ministro. Na minha experiência com a arte a sintonia com a Luz é direta, sem escalas, é vuuupt e nos elevamos pr’aquele estado de plenitude e alívio.. Pra mim arte é instrumento de meditação também, especialmente depois do Ráshuah. A frequência cerebral desacelera e quando o processo se prolonga até a visão periféria desaparece, e a concentração torna-se plenamente fluida, sem tensão.
    Me concentro cada vez mais no bálsamo que é poder hoje integrar arte à meditação!

    Por favor, dá um beijão no Mestrão Sergio. Sempre que derrapo, o que é bem comum, é nos ensinamentos dele que me apóio.

    Agradeço a Você Vera por ter trazido o Ráshuah à Vida, ô baixinha danada de iluminada!
    Beijoks, Andrea(prima da Simone).

    Curtido por 1 pessoa

    • Muito feliz com seu comentário, Andrea! Mostrou que conseguiu se libertar, através do autoconhecimento, de uma condição difícil e que infelizmente acontece muito, principalmente entre pais e filhos. Às vezes, a inabilidade dos pais pode transformar a vontade de ajudar os filhos em baixa autoestima e outras dores emocionais.
      Um grande abraço e muita luz em seu caminho!
      Amei sua participação na postagem!
      Bjs

      Curtir

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