O medo e sua relação com a falta de dinheiro

cortando_dinheiroObter dinheiro para manter a vida. Esse, sem dúvida, é um dos fatores que mais preocupam e nos causam estresse. Afinal, sem essa “coisa que inventamos”, a tal da moeda para trocar em bens e sustento, morreríamos de fome, doentes e ao relento.

Sem que percebêssemos, adotamos um padrão social que nos exige muito e temos dificuldades para manter. Tendo que viver em uma sociedade que nos exige tanto e que tão pouco nos dá em troca, tentamos manter esse status, ao mesmo tempo que percebemos o quanto é um padrão injusto, egoísta, separatista, destrutivo, tenso, inviável e que desperta o pior em nós.

Vivendo assim, divididos entre o que pensamos ter que fazer versus o quanto odiamos isso, estamos sempre nos colocando na posição de vítimas. Vítimas de um sistema do qual não vemos saída. E é essa a entrada para um poço profundo de frustrações e falta de poder. Estamos presos em um círculo vicioso, sofrendo a doença da vitima frustrada e sem poder que se chama: Medo!

É possível que neste exato momento em que você lê essas linhas, esteja em um mau momento financeiro, e tudo o que quer é uma forma de sair disso. E aposto que você não gostaria muito de ler agora, algo a respeito do quanto sua mente pode reverter essa situação ao voltar-se para pensamentos mais positivos. Tudo o que deseja é uma boa ideia imediata para sair dessa situação. Depois, até poderia tentar pensar mais positivo, não é mesmo?

Então vamos tentar organizar as coisas!

Uma boa forma de tratar de momentos onde nos sentimos sem poder para lidar com dívidas é a seguinte:

1) Vamos por partes! Vamos esquartejar o problema, pois o que o torna monstruoso é nossa forma de vê-lo como um todo. Isso nos dá medo!

Por exemplo: Olhamos para nossas dívidas, fazemos as contas e enxergamos uma cifra ENORME! Uma cifra que tem um grande poder! Porém, se separarmos as dívidas uma a uma, por datas de vencimento, por exemplo, veremos que na verdade temos quantias muito menores por ordem de prioridade. Faça uma lista com os valores ao lado. Não pense apenas a respeito, olhando as contas sobre a mesa! ESCREVA! Isso nos dá mais confiança e poder, e acima de tudo, ORDEM nos pensamentos.

2) Escolha-as por datas mais urgentes ou por valores menores em primeiro lugar.

3) Foque sua atenção total na que estiver no topo da lista e ESQUEÇA as outras momentaneamente, pois lembrar de todas juntas é o que nos faz sentir medo e falta de poder para solucionar.

4) Trabalhe na solução exclusiva da que escolheu e resolva-a, atento apenas para não deixar passarem os prazos das outras.

Uma por uma, conforme as organiza, vá dizendo firmemente: Chegou sua vez de ser liquidada! Vou resolvê-la AGORA!

5) Fique atento às respostas e soluções que a vida poderá lhe enviar, tipo um sinal, um telefonema, uma solução que não havia pensado antes, etc. Não se feche nas antigas formas de resolver suas questões. Abra-se para novas soluções, possibilidades e ajuda.

6) Assim que conseguir a quantia necessária para liquidar a conta que está no topo de sua lista, LIQUIDE-A! Não mude de ideia e pague outra ou vacile! Aquele dinheiro foi direcionado para aquela conta específica! Acabe com ela e aí sim, passe para outra!

Após a crise e o estresse terem diminuído, considere começar a rever suas necessidades. E isso não quer dizer cortar seu lazer ou sua ginástica, yoga, terapia, estudos, sua consulta médica ou o que te faz bem e vai te ajudar a ser feliz, saudável e crescer como pessoa! Rever suas necessidades é referente a sua forma de ser consumista! Enfim, reveja os ônus x os bônus de sua vida! Você talvez possa deixar de comprar uma roupa de marca, ou de ostentar. Veja o que vale a pena valorizar em sua vida!  Quais são as verdadeiras prioridades e o que é de fato real e importante!

O mais importante nesse processo de sair da crise, será manter seu foco de atenção positivamente e sem tensões. Difícil? Claro, pois há anos você cria tensões e medo ao lidar com dinheiro! Normal que não seja tão fácil relaxar e focar sua atenção. Mas É TOTALMENTE POSSÍVEL! Foque em uma questão de cada vez, que vai ver o quanto é possível! E verá também, que como mágica, parece que as portas vão se abrindo, as soluções vão surgindo, e ajuda de lugares inimagináveis começam a surgir. Confie, pois ninguém passa por uma situação, que não possa resolver!

Você é quem manipula a energia do dinheiro! O dinheiro é uma energia que faz parte desse mundo, como outra energia qualquer! Não dê a ela mais importância do que possa ter! Não é o dinheiro que te manipula! É você quem tem esse poder! O dinheiro é o objeto! Você é o sujeito!

E agora sim, vamos falar a respeito de pensamentos mais positivos!

“Atraímos nossos maiores medos!”

Já ouviu essa frase? Pois é verdadeira! E atraímos os medos, pois não paramos de pensar nisso! Pensando com medo, sentimos medo e agimos com medo. Consequência – medo, medo, medo!

Observe que nossas ações são consequências de nossos pensamentos aliados a sentimentos que podem ser positivos ou negativos, dependendo do quanto nos autoconhecemos.

Tudo inicia com um pensamento e termina em uma atitude. Mas entre eles, pensamento e ação, existe algo que pode nos conturbar e nos fazer agir negativamente – são as emoções.

No caso de uma crise financeira, observe se lá no fundo de sua mente existe um pensamento de que algo sempre sairá errado, que não depende de você, que “os outros” têm poder e não você, ou que você não merece, não pode ou não consegue ser próspero? Esses são seus vilões – Sua crenças!

Assim que notar que esses pensamentos estão em ação, faça o pensamento contrário e diga – “Estou seguro e só atraio o melhor em minha vida! Tudo se resolverá, pois me mantenho calmo, alerta e assertivo em minhas ações!”

Faça dessa frase o seu mantra! Vigie seus pensamentos, pois são eles quem decretam como será sua vida!

Um grande abraço e força, pois eu creio em você e sei que pode!

Com muito carinho,

Vera Calvet

Mais textos em: http://www.rashuah.com.br/textos_de_autoconhecimento.html
Esse assunto é amplamente discutido nos livros de autoconhecimento e Meditação Ráshuah que você encontra na página de nosso site: Livros e CDs

 

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Ai que raiva!!!

frustadaQuem diz não senti-la, que atire a primeira pedra e corra para fazer uma terapia de autoconhecimento, pois está suprimindo emoções, perigosamente!

Fingir que estamos frios quando na verdade existe um vulcão interior, pode ser muito perigoso. Pois certamente vamos explodir mais tarde, em uma ocasião completamente diferente e com pessoas inocentes!

Mas a permissividade na expressão desse sentimento também não é nada positiva! Nem oito, nem oitenta! Quem diz que prefere explodir com alguém do que guardar a raiva, está enxergando apenas os dois extremos. Pois vê apenas duas péssimas opções: Guardar e engolir a raiva ou explodir impulsivamente!

Existiria uma outra opção mais saudável e positiva? Penso que sim e te convido a pensar a respeito.

De fato, a raiva pode ser um sentimento avassalador que pode destruir relacionamentos.

Mas é também um sentimento de alerta, que quando bem trabalhado e compreendido, pode nos dar indicações importantes a respeito de uma situação e de nós mesmos.

Vamos observar a dinâmica desse sentimento, através de um dos personagens de meus livros: O Durval

Durval é uma pessoa igual a tantas outras que lida com sua vida e seus sentimentos da melhor forma que pode, buscando o que supõe necessitar para viver feliz. Procura agir dentro de seus mais altos princípios, mas em alguns momentos, mesmo não gostando de reagir desse modo, algo incontrolável ocorre em seus sentimentos e Durval perde a cabeça e ferve de raiva!

Algumas vezes ele até consegue se controlar e evitar a explosão, mas isso acaba fazendo com que se sinta mal durante muito tempo, se cobrando que deveria ter feito isso ou aquilo, deveria ter dito isso ou aquilo.
Durval passa, às vezes, dias seguidos remoendo os pensamentos, como que ensaiando como deverá agir na próxima vez em que aquele fato ocorrer. A tal próxima vez chega, e ele esquece todos os ensaios anteriores repetindo o mesmo tipo de conduta emocional explosiva.

As explosões de Durval colocam em risco os seus relacionamentos. Muitos amigos já se afastaram, pois não suportam viver ao lado de alguém que mais parece uma bomba relógio, pronta para explodir a qualquer momento. As explosões de Durval fazem com que todos se sintam muito constrangidos!
E se tentarem pedir calma, ele se irrita mais e faz longos discursos a favor da sua razão de estar tão indignado!

Na verdade, Durval não gosta de ser assim! Ele tem medo de que um dia desses seu coração estoure, pois quando é acometido por um ataque de raiva, tem taquicardia, sua pressão sanguínea sobe e sua respiração fica ofegante. Porém, antes que consiga raciocinar, já explodiu!

Depois, Durval sente muita vergonha de ter se comportado dessa forma. E às vezes não há sequer como ele tentar pedir desculpas e ser perdoado, devido à gravidade de suas atitudes. Durval quer mudar, mas não sabe como!

Essa história emocional de Durval é muito comum, não é mesmo? Certamente você conhece quem se encaixe nesse perfil.

Como mencionei no início, existe uma terceira opção mais positiva do que engolir a raiva ou explodir.

A primeira coisa que precisamos fazer ao ficarmos frente a frente com algum sentimento incômodo, seja ele qual for, é admiti-lo. Precisamos admitir o que estamos sentindo, sem tentarmos minimizar o sentimento.

Dizer para nós mesmos o que estamos sentindo de verdade pode ser extremamente simples, aparentemente. Mas seria de fato real a nossa avaliação do que estamos sentindo?

Muitas vezes, nossa percepção da realidade, do que de fato sentimos estará mascarada, pois podemos estar escondendo de nós mesmos um sentimento que não aprovamos, que não queremos ver por achá-lo mau, indigno ou até mesmo perverso.

De todas as emoções, talvez a raiva seja a mais difícil de ser controlada! Isso porque é uma emoção aparentemente repentina, imprevisível e que nos pega de assalto.

Essa conturbada emoção funciona como um alarme, um alerta de que algo externo nos põe supostamente em perigo, seja esse perigo real ou apenas imaginário.

A raiva é um tipo determinado de reação que nos avisa de que algo em nossas expectativas foi frustrado.

Raiva é frustração!

A raiva pode ser uma reação de alarme e autopreservação, que pode nos servir para mostrar que algo não está exatamente como prevíamos, e que precisamos assumir alguma postura de lutar ou fugir de algum perigo físico eminente.

Pode ser, também, o soar de um alarme interno para que observemos melhor nossas expectativas, percebendo qual desejo nosso foi frustrado e qual o novo rumo a seguir em direção à meta.

Por exemplo:

Podemos querer que uma pessoa aja de uma forma específica. Mas, ela age de forma diferente do que gostaríamos. Nesse momento, frustrados em nossa expectativas, sentimos raiva dessa pessoa!

Mas, se estivermos conscientes de que estamos na verdade frustrados conosco, com a nossa expectativa e desejo, podemos mudar o foco e ao invés de explodir com a pessoa, pensarmos a respeito do quanto estamos projetando uma expectativa impossível, pois não podemos controlar o outro. Podemos pensar a respeito do quanto estamos querendo mudar o outro, ou perceber que não estamos enxergando essa pessoa ou que estamos, na verdade, querendo manipular uma situação. Ver a razão verdadeira da nossa frustração pode nos fazer crescer, respeitar mais os outros, nos abrir a novas ideias, preferir a verdade do que a ilusão, enfim, melhorar como pessoa!

Nesse sentido, quando percebida antes da explosão, a raiva pode ser vista como um alerta positivo, pois foi imediatamente direcionada para um foco interno e produtivo e não ao ataque.

Quando temos a vontade de controlar a qualquer custo, vemos um evento e as pessoas envolvidas como sendo nossos inimigos. Os vemos como algo a ser controlado à força ou ser destruído caso resista. Esse é o tipo de pensamento que precisa ser trabalhado em quem tem problemas em lidar com a raiva.

Não há como pretendermos controlar totalmente os eventos e muito menos as pessoas! Só podemos controlar a nós mesmos!

Não temos aqui, espaço para trabalhar todos os aspectos envolvidos e como nos libertar desses sentimentos. Mas, esses e outros sentimentos destrutivos são amplamente discutidos e trabalhados em diversos de nossos livros e cursos.

Podemos trabalhar esses sentimentos, entendê-los e também aprendermos a lidar com pessoas que costumam ter esse tipo de reação.

Vale à pena trabalhar esse sentimento que pode estar destruindo sua saúde e seus relacionamentos!

Com carinho,

Vera Calvet

Este texto e assunto fazem parte do livro – Raiva e frustração – como lidar

 

Sempre aprendendo através dos relacionamentos

Uma das missões que todos temos nessa vida é aprender e crescer através dos relacionamentos. E, normalmente, é um dos aprendizados mais difíceis, pois geramos expectativas, damos muito poder ao externo, ao outro, não conseguimos entendê-lo e algumas vezes nem a nós mesmos entendemos.

Muitas dificuldades são basicamente geradas porque não nos conhecemos de verdade, não podendo, portanto, conhecer nem entender a ninguém mais. Autoconhecimento é o único foco de atenção que precisamos no início de qualquer relacionamento, para só depois, termos condições de conhecer e compreender outra pessoa, não exigindo dela, mais do que é capaz de dar ou ser. Viver na ilusão de quem somos faz com que vejamos os outros, também, através de uma ótica iludida!

Se quisermos uma pessoa com um certo perfil que está em nossa mente, é fácil acontecer de projetarmos esse perfil em alguém. Nesse caso, não estaremos enxergando a realidade do outro, e sim, tentando encaixar na pessoa, o nosso perfil imaginário. Mas, quando o outro começa a mostrar sua verdade, nos frustramos. A pessoa imaginária está apenas em nossa mente!

A sucessão de expectativas iludidas, e consequente frustração, termina por esgotar nossa energia e nos dá medo de tentar outra vez e tornar a errar. Mas é com nossos erros que podemos aprender. Porém o aprendizado precisa ser dirigido para nossa forma de comportamento e pensamento.

Precisamos estar atentos aos nossos padrões de cobrança e exigência. Precisamos prestar atenção se não estamos nos fazendo de vítimas ou jogando a responsabilidade de nossa vida nas mãos de alguém, o que seria obviamente um peso insuportável e impossível, pois nossa vida é somente nossa responsabilidade.

Precisamos perceber se não estamos exigindo que os outros sejam e pensem exatamente como nós mesmos ou exatamente como imaginamos que seria o ideal. Precisamos perceber o quanto isso é absurdo, pois esse mundo cresce através das trocas, das diferenças e cada um de nós tem sempre algo a ensinar e algo a aprender.

Não somos perfeitos e ninguém é! E é muito bom conhecer as pessoas de verdade, se abrir a perceber como o outro pensa, sente e age. Sem tentar encaixá-lo em nosso perfil imaginário!

Nós crescemos através dos relacionamentos e com a troca, com a diferença que existe entre as pessoas!

Respeite as diferenças, pois sem elas você não tem possibilidades de crescer!

Precisamos também perceber, o quanto estamos realmente dispostos de verdade a nos entregar aos sentimentos, pois as vezes nos distanciamos, lutamos contra os sentimentos por medo e passamos uma vida inteira nos sentindo solitários.

Assuma o poder que tem sobre sua vida, seus pensamento, sentimentos e ações! Abra-se para experiênciar a vida de verdade!

Decida que não permite mais que nada que aconteça fora de seu mundo interior, interfira negativamente em sua vida! Se tiver paz de espírito e estiver de bem com você mesmo, os eventos podem ser encarados e ultrapassados mais facilmente!

Vigie os pensamentos e sentimentos negativos e procure transformá-los em aprendizado positivo. Só você poderá fazer isso por si.

Descubra algo que te incentive, algo que tem vontade de fazer, mas que andou protelando, e faça!

Faça atividades que goste, que te dê alegria, que te desperte para o otimismo. Uma pessoa positiva e otimista sempre é agradável e atrai outras pessoas. Mas precisa ser um otimismo sincero, leve! Ninguém gosta de relacionamentos pesados, onde há dramalhões sem fim.

E antes de tudo, não complique o simples! Pare de ver complicações em tudo! Aceite que algumas coisas podem ser simples e fáceis! Não crie dramas desnecessários em sua vida! Simplifique! Verá como é mais gostoso ser simples e leve!

Respire fundo e deixe a vida entrar e fluir por todo o seu ser! Realmente não temos o poder de mudar os outros, caso não queiram, mas a nós mesmos temos todo o poder de mudar, e assim, mudando nossas atitudes e forma de enxergar os outros, acabamos fazendo com que os outros mudem também, ao menos em relação a nós.

Lembre-se de que se você até pode ter construido algum comportamento emocional negativo ao longo de vários anos, e que mesmo tendo decidido muda-lo, é normal que se pegue repetindo esse padrão ainda algumas vezes. Mas, assim que notar isso, não se sinta culpado ao ponto de desistir de tentar! Simplesmente perceba e procure mudar imediatamente o pensamento e o comportamento. Se errou com alguém, peça desculpas, mas mude! As pessoas até podem perdoar uma vez ou duas, mas ao perceberem que não há esforço na mudança, adeus relacionamento! Pois nenhum relacionamento resiste a falta de sinceridade.

Outra coisa importante é que não se acostume com as pessoas ao ponto de não notá-las mais! Nada é estático e as pessoas mudam. Preste atenção nas pessoas, descubra-as a cada dia!

Quer mudar a forma como enxerga os seus relacionamentos? Mude a si mesmo! Só você é quem pode fazer qualquer mudança em si, seja de postura, forma de pensar ou de sentir! O poder é seu! Use-o positivamente! Insista na mudança que achar necessária para viver relacionamentos plenos! E se achar que está difícil, busque ajuda! Você merece e sempre existirá ajuda para alguém que realmente a queira aceitar!

Fique em paz e em harmonia em seus relacionamentos!

Com muito carinho,

Vera Calvet

Mais textos em: http://www.rashuah.com.br/textos_de_autoconhecimento.html

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Quem com ferro fere…

A palavra “crítica”, em principio, significa: Uma análise avaliativa de alguma coisa.

E as coisas podem ser avaliadas positivamente, negativamente, ou conter tanto pontos negativos quanto positivos.

Porém, normalmente o ato de criticar está associado a uma censura, condenação ou avaliação negativa onde são apontados os erros. E nisso, muitos se sentem completamente à vontade.

Criticamos pessoas, comportamentos, políticos, artistas, relacionamentos, familiares. Criticamos a tudo e a todos, quase que por hábito.

Ouvi certa vez um artista dizendo que – “O critico pode ser uma pessoa terrivelmente acomodada, cujo único papel é criticar sem que esteja, sequer levemente, comprometido a ter empatia com o criticado.”

Ao menos em relação aos maus críticos, ele tem uma certa razão.

Criticar negativamente e apontar supostos erros é tão fácil! Todos nos sentimos aptos a isso. Parece ser natural ao ser humano.

Mas para termos propriedade em uma critica, usando-a como uma real avaliação, precisamos ter um mínimo de inteligência emocional, e isso, tem relação direta com o poder de desenvolvermos a empatia.

Empatia é se identificar, procurar entender o outro e o seu ponto de vista. É procurar se colocar no lugar de outra pessoa, buscando entender a forma como ela pensa, sente ou age. E para isso, temos que levar em conta as dificuldades e potenciais dessa pessoa.

A critica sem empatia pode não ser construtiva, e sim, altamente negativa!

Fazer um comentário que só aponta os erros, as falhas ou os pontos a serem melhorados, é apenas focar as dificuldades e não as possibilidades do criticado.

Ou seja, a crítica sem empatia invalida ou diminui a ação do criticado. O compromisso da critica, neste caso, é desconstruir. E não, construir.

O criticado poderá se sentir agredido, invalidado, sem poder, e portanto, sentir a necessidade de se defender, de invalidar a crítica, revidar a agressão que sentiu ser vítima.

Resultado: Negativo em altíssimo grau!

Não importa se o crítico tinha ou não razão em sua observação! Critica sem empatia é ferro em brasa, ferindo e desconstruindo.

E quem com ferro fere…

Que tipo de critico é você?

Fácil saber essa resposta: Basta observar a reação do criticado às suas criticas.

Avalie, mas sempre com empatia!

Com carinho,

Vera Calvet

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De onde vem a sua força?

competirPara alguns a força vem através da competição, da vontade de vencer os obstáculos e conseguir realizar suas expectativas profissionais.

Para outros a força vem através da família e das pessoas que amam. Ou do amor e da responsabilidade com as pessoas que estão a sua volta.  E isso os faz fortes diante dos eventos, mesmo quando na verdade se sentem inseguros.

Para alguns a força vem da espiritualidade, do eu interior que os aconselha a ter fé de que tudo um dia termina e que ninguém passa por uma dificuldade sem que tire dela algum aprendizado e evolução. São pessoas que creem que não estariam nessa situação se não tivessem forças suficientes para arcar e passar pelo evento que se apresenta.

Seja qual for a nossa motivação, sempre conseguiremos forças para vencer e passar pelas situações!

É certo que tudo passa! E de uma forma ou de outra, a dificuldade atual um dia pertencerá ao passado!

Sendo assim, lembrarmos disso, de que tudo ficará um dia no passado, pode nos dar a certeza de que venceremos, de que só precisamos focar em nossas potencialidades e usá-las para podermos lidar com o evento no presente. Sem colocarmos nossa atenção no problema e na dificuldade e sim, colocarmos nossa atenção na solução que obteremos através de nossas potencialidades.

Observe um problema que esteja vivendo hoje.

Agora, ao invés de ficar preso na dificuldade que possa estar tendo para resolve-lo, pense nas qualidades que você tem, nas habilidades e nos poderes que possui. Liste suas qualidades!

Procure resolver a situação baseado nas qualidades de sua lista e deixe as limitações para serem pensadas e modificadas depois. Após ter passado e resolvido o evento, aí sim, é hora da autoavaliação e critica construtiva. Onde poderá com tranquilidade, tirar as lições e modificar algo em si. Mas antes disso, são suas qualidades que te salvarão e não os seus erros!

O que faz com que muitas pessoas repitam as dificuldades e os eventos em suas vidas é exatamente isso: Após terem passado pelo evento, não fazem uma autoavaliação sincera de si mesmos, de suas ações e sentimentos e assim, não têm a oportunidade de aprender e modificar nada em si mesmos. E sendo assim, o passado sempre parece retornar!

Mas não são os eventos que se repetem! Somos nós que não mudamos!

Sua força e habilidade em lidar com as dificuldades estão em suas qualidades!

E qualidades são lições aprendidas anteriormente! Use-as! São suas por direito!

Força! Você a tem! Basta que perceba onde deve procurá-la – e é em suas qualidades!

Com carinho,

Vera Calvet

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Emoções descontroladas, ações impulsivas

 emocaoO brasileiro é emocional. E disso ninguém duvida.

Choramos quando vemos alguém chorar, e vibramos com pequenas e grandes coisas, como esportes, carnaval, conseguir fazer uma receita gostosa, obter sucesso em alguma coisa que estávamos tentando há tempos, etc.

Mas, embora a emoção positiva possa ser detonada por sentimentos positivos e amorosos, algumas vezes ela nos invade perigosamente quando alguns sentimentos negativos estão presentes. E aí é que mora o perigo!

Há quem louve a emoção exacerbada como sendo necessária a uma vida plena. Como quem diz que precisa estar sempre com a adrenalina em alta para se sentir vivo e motivado. Ou quem diz que sem emoções fortes e com alguns conflitos ocasionais, a vida fica chata. Mas isso seria mesmo positivo e necessário para se sentir vibrante e feliz?

Normalmente a emoção é a responsável pela confusão dos sentimentos ao ponto de modificar nosso comportamento e conturbar nossas ações. Ações fortemente emocionadas raramente são ações positivas!

Emoção = Substantivo que significa um impulso neural que move o organismo para a ação.

Certo, mas não significa que será sempre uma ação positiva. Significa ação. Seja ela instintiva, calma, pensada ou impulsiva, e dependendo da emoção, pode ser uma ação intempestiva, conturbada e até destrutiva.

A emoção tem sido assunto de meus livros, cursos e palestras, pois  todos os problemas que podemos gerar em nossos relacionamentos e em nossa vida, passam antes pelo nosso estado emocional conturbado.

Como age a emoção:

No quadro abaixo, podemos entender a sequência de funcionamento do impulso neural (caminho de comunicação entre os neurônios em nosso cérebro), até se transformar em ação.

Observe que a ação instintiva de correr ou lutar, de se proteger, como quando temos um reflexo rápido, está “programada” em nosso cérebro para que possamos reagir rapidamente e proteger nossa vida. Até aí, tudo ótimo! Porem, se existirem mensagens negativas em nosso inconsciente, a nossa reação a um evento poderá ser emocionalmente conturbada, fazendo com que tenhamos atitudes negativas, tomando decisões desastrosas.

Por exemplo:
Digamos que uma pessoa que tenha seu instinto de preservação sem mensagens inconscientes negativas, vai atravessar uma rua rapidamente e vê de relance um ciclista vindo em sua direção com velocidade. Ela vai reagir rapidamente saindo da rota de colisão. Depois de passado o susto é que poderá tremer e ter taquicardia devido ao susto. Mas na hora, age instintivamente e se salva.

Agora, digamos que uma pessoa passe pela mesma situação, mas tem mensagens inconscientes de medo, de que é lenta, incapaz ou outra coisa negativa semelhante. Muito provavelmente essa pessoa paralisará e não reagirá a tempo de evitar o desastre. O medo a paralisa e impede que seus instintos a salvem.

E o mesmo mecanismo age quando se trata de emoções e relacionamentos.

Por exemplo:

Digamos que uma pessoa tenha uma forte mensagem inconsciente que diz que – “os relacionamentos nos fazem sofrer!”. Isso basta para que essa pessoa fuja dos relacionamentos, mesmo sem querer. Ela pode boicotar seus relacionamentos de diversas formas, agindo instintiva e inconscientemente.

E é assim que muitas coisas são ditas desastrosamente, em momentos de forte emoção e que podem marcar negativamente e para sempre, um relacionamento. As mensagens inconscientes “vazam”, conturbando os nossos sentimentos. E sobre forte emoção, podemos dizer ou fazer coisas que não faríamos se pudéssemos ter raciocinado previamente. Mas assim são as emoções. Elas nos pegam de assalto, sem aviso prévio.

Precisamos aprender a lidar com as nossas emoções, pois nem sempre tudo são flores em nosso dia a dia e frustrações acontecem.

Caso perceba que suas emoções andam fugindo do seu controle, busque ajuda para descobrir quais podem ser as mensagens negativas inconscientes que possam estar “vazando” para o seu comportamento e tirando a sua paz.

Afinal, nem todos os dias serão de vitórias e teremos que lidar com algumas frustrações ocasionalmente. Mas, certamente, todos os dias sempre serão de aprendizados! E aprender nem sempre precisa ser sofrido, não é mesmo?

Com carinho,

Vera Calvet

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Crise financeira

Obter dinheiro para manter a vida. Esse, sem dúvida, é um dos fatores que mais preocupam e nos causam estresse. Afinal, sem essa “coisa que inventamos”, a tal da moeda para trocar em bens e sustento, morreríamos de fome, doentes e ao relento.

Sem que percebêssemos, adotamos um padrão social que nos exige muito e temos dificuldades para manter. Tendo que viver em uma sociedade que nos exige tanto e que tão pouco nos dá em troca, tentamos manter esse status, ao mesmo tempo que percebemos o quanto é um padrão injusto, egoísta, separatista, destrutivo, tenso, inviável e que desperta o pior em nós.

Vivendo assim, divididos entre o que pensamos ter que fazer versus o quanto odiamos isso, estamos sempre nos colocando na posição de vítimas. Vítimas de um sistema do qual não vemos saída. E é essa a entrada para um poço profundo de frustrações e falta de poder. Estamos presos em um círculo vicioso, sofrendo a doença da vitima frustrada e sem poder que se chama: Medo!

É possível que neste exato momento em que você lê essas linhas, esteja em um mau momento financeiro, e tudo o que quer é uma forma de sair disso. E aposto que você não gostaria muito de ler agora, algo a respeito do quanto sua mente pode reverter essa situação ao voltar-se para pensamentos mais positivos. Tudo o que deseja é uma boa ideia imediata para sair dessa situação. Depois, até poderia tentar pensar mais positivo, não é mesmo?

Então vamos tentar organizar as coisas!

Uma boa forma de tratar de momentos onde nos sentimos sem poder para lidar com dívidas é a seguinte:

1) Vamos por partes! Vamos esquartejar o problema, pois o que o torna monstruoso, é nossa forma de vê-lo como um todo. Isso nos dá medo!

Por exemplo: Olhamos para nossas dívidas, fazemos as contas e enxergamos uma cifra ENORME! Uma cifra que tem um grande poder! Porém, se separarmos as dívidas uma a uma, por datas de vencimento, por exemplo, veremos que na verdade temos quantias muito menores por ordem de prioridade. Faça uma lista com os valores ao lado. Não pense apenas a respeito, olhando as contas sobre a mesa! ESCREVA! Isso nos dá mais confiança e poder, e acima de tudo, ORDEM nos pensamentos.

2) Escolha-as por datas mais urgentes ou por valores menores em primeiro lugar.

3) Foque sua atenção total na que estiver no topo da lista e ESQUEÇA as outras momentaneamente, pois lembrar de todas juntas é o que nos faz sentir medo e falta de poder para solucionar.

4) Trabalhe na solução exclusiva da que escolheu e resolva-a, atento apenas para não deixar passarem os prazos das outras.

Uma por uma, conforme as organiza, vá dizendo firmemente: Chegou sua vez de ser liquidada! Vou resolvê-la AGORA!

5) Fique atento às respostas e soluções que a vida poderá lhe enviar, tipo um sinal, um telefonema, uma solução que não havia pensado antes, etc. Não se feche nas antigas formas de resolver suas questões. Abra-se para novas soluções, possibilidades e ajuda.

6) Assim que conseguir a quantia necessária para liquidar a conta que está no topo de sua lista, LIQUIDE-A! Não mude de ideia e pague outra ou vacile! Aquele dinheiro foi direcionado para aquela conta específica! Acabe com ela e aí sim, passe para outra!

Após a crise e o estresse terem diminuído, considere começar a rever suas necessidades, sua forma de consumir, enfim, reveja os ônus x os bônus de sua situação de vida. Quais são as verdadeiras prioridades e o que é de fato real e importante em sua vida!

O mais importante nesse processo de sair da crise, será manter seu foco de atenção positivamente e sem tensões. Difícil? Claro, pois há anos você cria tensões e medo ao lidar com dinheiro! Normal que não seja tão fácil relaxar e focar sua atenção. Mas É TOTALMENTE POSSÍVEL! Foque em uma questão de cada vez, que vai ver o quanto é possível! E verá também, que como mágica, parece que as portas vão se abrindo, as soluções vão surgindo, e ajuda de lugares inimagináveis começam a surgir. Confie, pois ninguém passa por uma situação, que não possa resolver!

Você é quem manipula a energia do dinheiro! O dinheiro é uma energia que faz parte desse mundo, como outra energia qualquer! Não dê a ela mais importância do que possa ter! Não é o dinheiro que te manipula! É você quem tem esse poder! O dinheiro é o objeto! Você é o sujeito!

E agora sim, vamos falar a respeito de pensamentos mais positivos!

Observe que nossas ações são consequências de nossos pensamentos aliados a sentimentos que podem ser positivos ou negativos, dependendo do quanto nos autoconhecemos.

Tudo inicia com um pensamento e termina em uma atitude. Mas entre eles, pensamento e ação, existe algo que pode nos conturbar e nos fazer agir negativamente – são as emoções.

No caso de uma crise financeira, observe se lá no fundo de sua mente existe um pensamento de que algo sempre sairá errado, que não depende de você, que “os outros” têm poder e não você, ou que você não merece, não pode ou não consegue ser próspero? Esses são seus vilões – Sua crenças!

Assim que notar que esses pensamentos estão em ação, faça o pensamento contrário e diga – “Estou seguro e só atraio o melhor em minha vida! Tudo se resolverá, pois me mantenho calmo, alerta e assertivo em minhas ações!”

Faça dessa frase o seu mantra! Vigie seus pensamentos, pois são eles quem decretam como será sua vida!

Um grande abraço e força, pois eu creio em você e sei que pode!

Com muito carinho,

Vera Calvet