Ai que raiva!!!

frustadaQuem diz não senti-la, que atire a primeira pedra e corra para fazer uma terapia de autoconhecimento, pois está suprimindo emoções, perigosamente!

Fingir que estamos frios quando na verdade existe um vulcão interior, pode ser muito perigoso. Pois certamente vamos explodir mais tarde, em uma ocasião completamente diferente e com pessoas inocentes!

Mas a permissividade na expressão desse sentimento também não é nada positiva! Nem oito, nem oitenta! Quem diz que prefere explodir com alguém do que guardar a raiva, está enxergando apenas os dois extremos. Pois vê apenas duas péssimas opções: Guardar e engolir a raiva ou explodir impulsivamente!

Existiria uma outra opção mais saudável e positiva? Penso que sim e te convido a pensar a respeito.

De fato, a raiva pode ser um sentimento avassalador que pode destruir relacionamentos.

Mas é também um sentimento de alerta, que quando bem trabalhado e compreendido, pode nos dar indicações importantes a respeito de uma situação e de nós mesmos.

Vamos observar a dinâmica desse sentimento, através de um dos personagens de meus livros: O Durval

Durval é uma pessoa igual a tantas outras que lida com sua vida e seus sentimentos da melhor forma que pode, buscando o que supõe necessitar para viver feliz. Procura agir dentro de seus mais altos princípios, mas em alguns momentos, mesmo não gostando de reagir desse modo, algo incontrolável ocorre em seus sentimentos e Durval perde a cabeça e ferve de raiva!

Algumas vezes ele até consegue se controlar e evitar a explosão, mas isso acaba fazendo com que se sinta mal durante muito tempo, se cobrando que deveria ter feito isso ou aquilo, deveria ter dito isso ou aquilo.
Durval passa, às vezes, dias seguidos remoendo os pensamentos, como que ensaiando como deverá agir na próxima vez em que aquele fato ocorrer. A tal próxima vez chega, e ele esquece todos os ensaios anteriores repetindo o mesmo tipo de conduta emocional explosiva.

As explosões de Durval colocam em risco os seus relacionamentos. Muitos amigos já se afastaram, pois não suportam viver ao lado de alguém que mais parece uma bomba relógio, pronta para explodir a qualquer momento. As explosões de Durval fazem com que todos se sintam muito constrangidos!
E se tentarem pedir calma, ele se irrita mais e faz longos discursos a favor da sua razão de estar tão indignado!

Na verdade, Durval não gosta de ser assim! Ele tem medo de que um dia desses seu coração estoure, pois quando é acometido por um ataque de raiva, tem taquicardia, sua pressão sanguínea sobe e sua respiração fica ofegante. Porém, antes que consiga raciocinar, já explodiu!

Depois, Durval sente muita vergonha de ter se comportado dessa forma. E às vezes não há sequer como ele tentar pedir desculpas e ser perdoado, devido à gravidade de suas atitudes. Durval quer mudar, mas não sabe como!

Essa história emocional de Durval é muito comum, não é mesmo? Certamente você conhece quem se encaixe nesse perfil.

Como mencionei no início, existe uma terceira opção mais positiva do que engolir a raiva ou explodir.

A primeira coisa que precisamos fazer ao ficarmos frente a frente com algum sentimento incômodo, seja ele qual for, é admiti-lo. Precisamos admitir o que estamos sentindo, sem tentarmos minimizar o sentimento.

Dizer para nós mesmos o que estamos sentindo de verdade pode ser extremamente simples, aparentemente. Mas seria de fato real a nossa avaliação do que estamos sentindo?

Muitas vezes, nossa percepção da realidade, do que de fato sentimos estará mascarada, pois podemos estar escondendo de nós mesmos um sentimento que não aprovamos, que não queremos ver por achá-lo mau, indigno ou até mesmo perverso.

De todas as emoções, talvez a raiva seja a mais difícil de ser controlada! Isso porque é uma emoção aparentemente repentina, imprevisível e que nos pega de assalto.

Essa conturbada emoção funciona como um alarme, um alerta de que algo externo nos põe supostamente em perigo, seja esse perigo real ou apenas imaginário.

A raiva é um tipo determinado de reação que nos avisa de que algo em nossas expectativas foi frustrado.

Raiva é frustração!

A raiva pode ser uma reação de alarme e autopreservação, que pode nos servir para mostrar que algo não está exatamente como prevíamos, e que precisamos assumir alguma postura de lutar ou fugir de algum perigo físico eminente.

Pode ser, também, o soar de um alarme interno para que observemos melhor nossas expectativas, percebendo qual desejo nosso foi frustrado e qual o novo rumo a seguir em direção à meta.

Por exemplo:

Podemos querer que uma pessoa aja de uma forma específica. Mas, ela age de forma diferente do que gostaríamos. Nesse momento, frustrados em nossa expectativas, sentimos raiva dessa pessoa!

Mas, se estivermos conscientes de que estamos na verdade frustrados conosco, com a nossa expectativa e desejo, podemos mudar o foco e ao invés de explodir com a pessoa, pensarmos a respeito do quanto estamos projetando uma expectativa impossível, pois não podemos controlar o outro. Podemos pensar a respeito do quanto estamos querendo mudar o outro, ou perceber que não estamos enxergando essa pessoa ou que estamos, na verdade, querendo manipular uma situação. Ver a razão verdadeira da nossa frustração pode nos fazer crescer, respeitar mais os outros, nos abrir a novas ideias, preferir a verdade do que a ilusão, enfim, melhorar como pessoa!

Nesse sentido, quando percebida antes da explosão, a raiva pode ser vista como um alerta positivo, pois foi imediatamente direcionada para um foco interno e produtivo e não ao ataque.

Quando temos a vontade de controlar a qualquer custo, vemos um evento e as pessoas envolvidas como sendo nossos inimigos. Os vemos como algo a ser controlado à força ou ser destruído caso resista. Esse é o tipo de pensamento que precisa ser trabalhado em quem tem problemas em lidar com a raiva.

Não há como pretendermos controlar totalmente os eventos e muito menos as pessoas! Só podemos controlar a nós mesmos!

Não temos aqui, espaço para trabalhar todos os aspectos envolvidos e como nos libertar desses sentimentos. Mas, esses e outros sentimentos destrutivos são amplamente discutidos e trabalhados em diversos de nossos livros e cursos.

Podemos trabalhar esses sentimentos, entendê-los e também aprendermos a lidar com pessoas que costumam ter esse tipo de reação.

Vale à pena trabalhar esse sentimento que pode estar destruindo sua saúde e seus relacionamentos!

Com carinho,

Vera Calvet

Este texto e assunto fazem parte do livro – Raiva e frustração – como lidar

 

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Sempre aprendendo através dos relacionamentos

Uma das missões que todos temos nessa vida é aprender e crescer através dos relacionamentos. E, normalmente, é um dos aprendizados mais difíceis, pois geramos expectativas, damos muito poder ao externo, ao outro, não conseguimos entendê-lo e algumas vezes nem a nós mesmos entendemos.

Muitas dificuldades são basicamente geradas porque não nos conhecemos de verdade, não podendo, portanto, conhecer nem entender a ninguém mais. Autoconhecimento é o único foco de atenção que precisamos no início de qualquer relacionamento, para só depois, termos condições de conhecer e compreender outra pessoa, não exigindo dela, mais do que é capaz de dar ou ser. Viver na ilusão de quem somos faz com que vejamos os outros, também, através de uma ótica iludida!

Se quisermos uma pessoa com um certo perfil que está em nossa mente, é fácil acontecer de projetarmos esse perfil em alguém. Nesse caso, não estaremos enxergando a realidade do outro, e sim, tentando encaixar na pessoa, o nosso perfil imaginário. Mas, quando o outro começa a mostrar sua verdade, nos frustramos. A pessoa imaginária está apenas em nossa mente!

A sucessão de expectativas iludidas, e consequente frustração, termina por esgotar nossa energia e nos dá medo de tentar outra vez e tornar a errar. Mas é com nossos erros que podemos aprender. Porém o aprendizado precisa ser dirigido para nossa forma de comportamento e pensamento.

Precisamos estar atentos aos nossos padrões de cobrança e exigência. Precisamos prestar atenção se não estamos nos fazendo de vítimas ou jogando a responsabilidade de nossa vida nas mãos de alguém, o que seria obviamente um peso insuportável e impossível, pois nossa vida é somente nossa responsabilidade.

Precisamos perceber se não estamos exigindo que os outros sejam e pensem exatamente como nós mesmos ou exatamente como imaginamos que seria o ideal. Precisamos perceber o quanto isso é absurdo, pois esse mundo cresce através das trocas, das diferenças e cada um de nós tem sempre algo a ensinar e algo a aprender.

Não somos perfeitos e ninguém é! E é muito bom conhecer as pessoas de verdade, se abrir a perceber como o outro pensa, sente e age. Sem tentar encaixá-lo em nosso perfil imaginário!

Nós crescemos através dos relacionamentos e com a troca, com a diferença que existe entre as pessoas!

Respeite as diferenças, pois sem elas você não tem possibilidades de crescer!

Precisamos também perceber, o quanto estamos realmente dispostos de verdade a nos entregar aos sentimentos, pois as vezes nos distanciamos, lutamos contra os sentimentos por medo e passamos uma vida inteira nos sentindo solitários.

Assuma o poder que tem sobre sua vida, seus pensamento, sentimentos e ações! Abra-se para experiênciar a vida de verdade!

Decida que não permite mais que nada que aconteça fora de seu mundo interior, interfira negativamente em sua vida! Se tiver paz de espírito e estiver de bem com você mesmo, os eventos podem ser encarados e ultrapassados mais facilmente!

Vigie os pensamentos e sentimentos negativos e procure transformá-los em aprendizado positivo. Só você poderá fazer isso por si.

Descubra algo que te incentive, algo que tem vontade de fazer, mas que andou protelando, e faça!

Faça atividades que goste, que te dê alegria, que te desperte para o otimismo. Uma pessoa positiva e otimista sempre é agradável e atrai outras pessoas. Mas precisa ser um otimismo sincero, leve! Ninguém gosta de relacionamentos pesados, onde há dramalhões sem fim.

E antes de tudo, não complique o simples! Pare de ver complicações em tudo! Aceite que algumas coisas podem ser simples e fáceis! Não crie dramas desnecessários em sua vida! Simplifique! Verá como é mais gostoso ser simples e leve!

Respire fundo e deixe a vida entrar e fluir por todo o seu ser! Realmente não temos o poder de mudar os outros, caso não queiram, mas a nós mesmos temos todo o poder de mudar, e assim, mudando nossas atitudes e forma de enxergar os outros, acabamos fazendo com que os outros mudem também, ao menos em relação a nós.

Lembre-se de que se você até pode ter construido algum comportamento emocional negativo ao longo de vários anos, e que mesmo tendo decidido muda-lo, é normal que se pegue repetindo esse padrão ainda algumas vezes. Mas, assim que notar isso, não se sinta culpado ao ponto de desistir de tentar! Simplesmente perceba e procure mudar imediatamente o pensamento e o comportamento. Se errou com alguém, peça desculpas, mas mude! As pessoas até podem perdoar uma vez ou duas, mas ao perceberem que não há esforço na mudança, adeus relacionamento! Pois nenhum relacionamento resiste a falta de sinceridade.

Outra coisa importante é que não se acostume com as pessoas ao ponto de não notá-las mais! Nada é estático e as pessoas mudam. Preste atenção nas pessoas, descubra-as a cada dia!

Quer mudar a forma como enxerga os seus relacionamentos? Mude a si mesmo! Só você é quem pode fazer qualquer mudança em si, seja de postura, forma de pensar ou de sentir! O poder é seu! Use-o positivamente! Insista na mudança que achar necessária para viver relacionamentos plenos! E se achar que está difícil, busque ajuda! Você merece e sempre existirá ajuda para alguém que realmente a queira aceitar!

Fique em paz e em harmonia em seus relacionamentos!

Com muito carinho,

Vera Calvet

Mais textos em: http://www.rashuah.com.br/textos_de_autoconhecimento.html

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De onde vem a sua força?

competirPara alguns a força vem através da competição, da vontade de vencer os obstáculos e conseguir realizar suas expectativas profissionais.

Para outros a força vem através da família e das pessoas que amam. Ou do amor e da responsabilidade com as pessoas que estão a sua volta.  E isso os faz fortes diante dos eventos, mesmo quando na verdade se sentem inseguros.

Para alguns a força vem da espiritualidade, do eu interior que os aconselha a ter fé de que tudo um dia termina e que ninguém passa por uma dificuldade sem que tire dela algum aprendizado e evolução. São pessoas que creem que não estariam nessa situação se não tivessem forças suficientes para arcar e passar pelo evento que se apresenta.

Seja qual for a nossa motivação, sempre conseguiremos forças para vencer e passar pelas situações!

É certo que tudo passa! E de uma forma ou de outra, a dificuldade atual um dia pertencerá ao passado!

Sendo assim, lembrarmos disso, de que tudo ficará um dia no passado, pode nos dar a certeza de que venceremos, de que só precisamos focar em nossas potencialidades e usá-las para podermos lidar com o evento no presente. Sem colocarmos nossa atenção no problema e na dificuldade e sim, colocarmos nossa atenção na solução que obteremos através de nossas potencialidades.

Observe um problema que esteja vivendo hoje.

Agora, ao invés de ficar preso na dificuldade que possa estar tendo para resolve-lo, pense nas qualidades que você tem, nas habilidades e nos poderes que possui. Liste suas qualidades!

Procure resolver a situação baseado nas qualidades de sua lista e deixe as limitações para serem pensadas e modificadas depois. Após ter passado e resolvido o evento, aí sim, é hora da autoavaliação e critica construtiva. Onde poderá com tranquilidade, tirar as lições e modificar algo em si. Mas antes disso, são suas qualidades que te salvarão e não os seus erros!

O que faz com que muitas pessoas repitam as dificuldades e os eventos em suas vidas é exatamente isso: Após terem passado pelo evento, não fazem uma autoavaliação sincera de si mesmos, de suas ações e sentimentos e assim, não têm a oportunidade de aprender e modificar nada em si mesmos. E sendo assim, o passado sempre parece retornar!

Mas não são os eventos que se repetem! Somos nós que não mudamos!

Sua força e habilidade em lidar com as dificuldades estão em suas qualidades!

E qualidades são lições aprendidas anteriormente! Use-as! São suas por direito!

Força! Você a tem! Basta que perceba onde deve procurá-la – e é em suas qualidades!

Com carinho,

Vera Calvet

Mais textos em: http://www.rashuah.com.br/textos_de_autoconhecimento.html

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Uma questão de fé

A palavra pode ser definida como sendo uma firme convicção de que algo seja verdade, sem que nenhuma prova irrefutável seja necessária para se acreditar. Fé, nesse sentido, seria uma confiança absoluta que depositamos em algo ou alguém.

A palavra veio da palavra grega pí-stis, que transmite a ideia de confiança, fidúcia, firme persuasão.

A fé se relaciona de certa maneira com os verbos acreditar, confiar ou apostar, isto é, se alguém tem fé em algo, então acredita, confia e aposta nisso.

Pode-se também considerar que ter é nutrir um sentimento de afeição pelo que acredita, confia e aposta, pois o sentido da fé é sempre positivo, ou seja, a pessoa de certa forma sustenta positivamente seu pensamento no objeto afeiçoado de sua fé.

A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais, a motivos nobres ou a motivos estritamente pessoais. Pode estar direcionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida. Também não carece absolutamente de qualquer tipo de evidência física racional.

É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa, um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, uma crença popular ou a uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião.

A fé não é baseada em evidências físicas reconhecidas pela comunidade científica, por exemplo, o que faz com que muitos a rejeitem como sendo algo tolo e irracional, pois raramente existem provas concretas a favor de determinada fé. Isso, impossibilita uma troca de ideias baseadas no convencimento, quando por exemplo, uma pessoa que tenha determinada fé, tenta persuadir outra que não tenha essa mesma fé.

Aliás, essa é a maior causa dos conflitos dessa natureza, pois sendo a fé algo quase que emocional, pessoal e além disso, raramente ou nunca, passível de provas concretas, físicas, materiais, uma discussão nessa área é quase sempre um solo minado. A fé é geralmente associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outras pessoas apenas através de relatos e não de provas concretas. Por isso, a imensa dificuldade de se estabelecer discussões nesse sentido.

Fé é geralmente associada então, a algum contexto religioso, dogmático, de crença preestabelecida, onde alguém crê no que é dito, por afinidade emocional e de certa forma racional, pois ambos pensam da mesma forma, seguem a mesma linha de raciocínio, se baseiam nos mesmos princípios.

Ninguém diz, por exemplo, ter fé que a natureza, os animais e os homens existam. Mas diz ter fé de que Deus as tenha criado. Nesse sentido, a natureza, os animais e os homens são passíveis de provas materiais de suas existências, já a crença em Deus, não.

Crer, ter a experiência emocional de algo, não pode ser provado a quem exija provas materiais, pois não pertence ao terreno da matéria e das leis físicas, mas sim, ao terreno intuitivo, espiritual e emocional.
Já a confiança não é, necessariamente, apenas uma questão de fé.

Confiar pode ser algo que venha através da experiência, da observação concreta e crítica. Confiança é uma coisa que se conquista, pois observando um evento que se repete sempre de determinada maneira, confiamos, através das observações anteriores, que provavelmente essa é a forma natural de comportamento desse evento. Seja esse evento algo positivo ou negativo.

Já a fé, sempre estará ligada a algum tipo de esperança e crença positiva, como pura e simples aceitação.

Quem tem fé, confia. Mas quem confia não se baseia necessariamente na fé, pois a confiança se baseia principalmente na observação antes da aceitação.

E você? Confia em sua fé? Ou confia mas não tem fé?

Com muito carinho,

Vera Calvet

O despertar da Espititualidade

O que é ser espiritual, em sua opinião?

Seria alguém que acredita que somos mais do que um corpo regido por um cérebro?

Ou quem acredita na sobrevivência da alma após a morte?

Quem procura melhorar sempre seus aspectos negativos?

Ou ainda, quem tenha uma postura fraternal com tudo e todos?

Independente das qualidades que possa enumerar, todas terão necessariamente como base o amor. O amor faz com que se olhe o mundo, a si e aos outros, de maneira compreensiva, tolerante.

Um olhar realmente amoroso então, seria a tradução do ser espiritual.

Mas é a sabedoria agindo junto ao amor, que nos dará a medida justa das ações.

Amor e sabedoria precisam estar juntos para que nossas ações não prejudiquem nossos semelhantes. E infelizmente, sem sabedoria, somos sim, capazes de errar e prejudicar mais do que ajudar por amor.

Uma pessoa que ama a tudo e todos em igual medida ou que ao menos não coloca nada nem ninguém de fora de seu amor, embora possa ter certas preferências e simpatias especiais, é um ser espiritual.

E a consciência espiritual, o despertar, pode ser traduzido como sendo o momento em que essa pessoa começa a ter o impulso natural de fazer o bem e espalhar seu amor aos que ainda não conseguem se amar o suficiente para serem felizes.

Esse é o despertar para o que chamamos de sua missão de vida!

Esse despertar é o chamado de sua alma, para que busque seu caminho de realização!

Dizemos que são almas missionárias as pessoas que se tornam focos de luz e amor ao planeta e aos seres humanos, mesmo que ninguém sequer perceba que essa pessoa seja um missionário. Um missionário de luz precisa antes de tudo, trabalhar sua energia e amor, sua personalidade e sua vida, seus relacionamentos, seus pensamentos, para que seja sempre um canal de expressão da luz e um exemplo e apoio aos outros que ainda sentem maior dificuldade de realizar esses aspectos em si mesmos.

Um missionário faz coisas simples e cotidianas, como procurar ter sempre pensamentos de amor, tratar com

carinho e respeito a todos que encontra, estar sempre disposto a ouvir e ter prazer em ajudar e coisas assim, simples. Nada necessariamente enorme como a missão de Ghandi ou a de Madre Tereza de Calcutá. Porém, missões individuais de vital importância para a luz atingir esse planetinha tão sofrido que passa por um momento tão difícil.

Imagine o quanto é importante que tenham milhares de missionários da luz vivendo suas vidas cotidianas com amor e respeito a todos e ao planeta, e que juntos, abrem um imenso corredor de luz, amor, respeito e boa vontade através de suas vibrações, aumentando a vibração do próprio planeta!

Imagine como será o planeta, quando a maioria de nós tiver essa consciência e propagar esse efeito amoroso a cada um que tocar!

Imagine quando a maioria de nós tiver tanto amor e respeito ao planeta, que poderá ser revertido qualquer efeito negativo que nossa própria ignorância e egoísmo causou!

Não pense jamais que você é um só e que não adianta fazer um esforço para reciclar seu lixo, tratar os outros com respeito, fechar a torneira quando escova os dentes, catar um papel na rua e outras coisinhas simples e possíveis a cada um de nós!

Não pense que você não possa fazer diferença ao plantar um arbusto, pois não pode impedir sozinho o desmatamento da Amazônia!

Não pense que não faz diferença você tratar os outros com respeito e carinho, porque não pode parar as guerras pelo mundo a fora!

Não pense que não faz diferença ir à uma pequena passeata pela paz nas ruas de seu bairro, assinar um abaixo assinado ou reivindicar o concerto de sua calçada, já que sua cidade é imensa e tão abandonada e violenta.

Não pense que ter atitudes e pensamentos honestos e honrados seja inútil diante de tanta corrupção!

Se você pensar que está sozinho, nunca poderá ver tantos outros que iniciaram pensando como você, mas que resolveram fazer sua parte mesmo assim, apenas para que pudessem dormir em paz, ao menos com suas próprias consciências!

Um grupo forte, uma maioria seja no que for, é composta de exatamente inúmeros indivíduos que se juntam pelo mesmo ideal!

Isso é ser espiritual e despertar!

Bem vindo ao despertar da vida eterna do espírito!

Esse nosso planetinha precisa realmente de muitos que como você, realizem grandes ou pequenas coisas cotidianas e que despertem e o ajudem a passar por esse momento critico!

Com muito carinho,

Vera Calvet