Emoções descontroladas, ações impulsivas

 emocaoO brasileiro é emocional. E disso ninguém duvida.

Choramos quando vemos alguém chorar, e vibramos com pequenas e grandes coisas, como esportes, carnaval, conseguir fazer uma receita gostosa, obter sucesso em alguma coisa que estávamos tentando há tempos, etc.

Mas, embora a emoção positiva possa ser detonada por sentimentos positivos e amorosos, algumas vezes ela nos invade perigosamente quando alguns sentimentos negativos estão presentes. E aí é que mora o perigo!

Há quem louve a emoção exacerbada como sendo necessária a uma vida plena. Como quem diz que precisa estar sempre com a adrenalina em alta para se sentir vivo e motivado. Ou quem diz que sem emoções fortes e com alguns conflitos ocasionais, a vida fica chata. Mas isso seria mesmo positivo e necessário para se sentir vibrante e feliz?

Normalmente a emoção é a responsável pela confusão dos sentimentos ao ponto de modificar nosso comportamento e conturbar nossas ações. Ações fortemente emocionadas raramente são ações positivas!

Emoção = Substantivo que significa um impulso neural que move o organismo para a ação.

Certo, mas não significa que será sempre uma ação positiva. Significa ação. Seja ela instintiva, calma, pensada ou impulsiva, e dependendo da emoção, pode ser uma ação intempestiva, conturbada e até destrutiva.

A emoção tem sido assunto de meus livros, cursos e palestras, pois  todos os problemas que podemos gerar em nossos relacionamentos e em nossa vida, passam antes pelo nosso estado emocional conturbado.

Como age a emoção:

No quadro abaixo, podemos entender a sequência de funcionamento do impulso neural (caminho de comunicação entre os neurônios em nosso cérebro), até se transformar em ação.

Observe que a ação instintiva de correr ou lutar, de se proteger, como quando temos um reflexo rápido, está “programada” em nosso cérebro para que possamos reagir rapidamente e proteger nossa vida. Até aí, tudo ótimo! Porem, se existirem mensagens negativas em nosso inconsciente, a nossa reação a um evento poderá ser emocionalmente conturbada, fazendo com que tenhamos atitudes negativas, tomando decisões desastrosas.

Por exemplo:
Digamos que uma pessoa que tenha seu instinto de preservação sem mensagens inconscientes negativas, vai atravessar uma rua rapidamente e vê de relance um ciclista vindo em sua direção com velocidade. Ela vai reagir rapidamente saindo da rota de colisão. Depois de passado o susto é que poderá tremer e ter taquicardia devido ao susto. Mas na hora, age instintivamente e se salva.

Agora, digamos que uma pessoa passe pela mesma situação, mas tem mensagens inconscientes de medo, de que é lenta, incapaz ou outra coisa negativa semelhante. Muito provavelmente essa pessoa paralisará e não reagirá a tempo de evitar o desastre. O medo a paralisa e impede que seus instintos a salvem.

E o mesmo mecanismo age quando se trata de emoções e relacionamentos.

Por exemplo:

Digamos que uma pessoa tenha uma forte mensagem inconsciente que diz que – “os relacionamentos nos fazem sofrer!”. Isso basta para que essa pessoa fuja dos relacionamentos, mesmo sem querer. Ela pode boicotar seus relacionamentos de diversas formas, agindo instintiva e inconscientemente.

E é assim que muitas coisas são ditas desastrosamente, em momentos de forte emoção e que podem marcar negativamente e para sempre, um relacionamento. As mensagens inconscientes “vazam”, conturbando os nossos sentimentos. E sobre forte emoção, podemos dizer ou fazer coisas que não faríamos se pudéssemos ter raciocinado previamente. Mas assim são as emoções. Elas nos pegam de assalto, sem aviso prévio.

Precisamos aprender a lidar com as nossas emoções, pois nem sempre tudo são flores em nosso dia a dia e frustrações acontecem.

Caso perceba que suas emoções andam fugindo do seu controle, busque ajuda para descobrir quais podem ser as mensagens negativas inconscientes que possam estar “vazando” para o seu comportamento e tirando a sua paz.

Afinal, nem todos os dias serão de vitórias e teremos que lidar com algumas frustrações ocasionalmente. Mas, certamente, todos os dias sempre serão de aprendizados! E aprender nem sempre precisa ser sofrido, não é mesmo?

Com carinho,

Vera Calvet

Mais textos em: http://www.rashuah.com.br/textos_de_autoconhecimento.html

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Meditação online

As técnicas de Meditação Ráshuah foram desenvolvidas por Vera Calvet, na intenção de criar técnicas exclusivas que combatessem o estresse físico, emocional e mental, e que se adaptassem a nossa forma de vida ocidental.

O praticante não precisa seguir nenhuma linha filosófica oriental, nem sentar-se em posições desconfortáveis ou mudar sua orientação espiritual ou religiosa para aprender a meditação Ráshuah.

O objetivo principal da Meditação Ráshuah é o autoconhecimento e para isso, desenvolveu técnicas onde é possível fazer uma leitura do estado emocional e mental, além dos possíveis pensamentos negativos e bloqueios físicos que estejam dificultando a realização pessoal do praticante, para serem curados e transformados em autoconhecimento.

E, para esse objetivo, desenvolveu cinco técnicas, onde o praticante pode acompanhar a narrativa e promover a auto-cura mental, emocional e física.

A maior parte de nosso dia de trabalho, como também na vida pessoal, vivemos sobre grande pressão. Correria, trânsito congestionado, preocupações, estresse, falta de controle emocional. Saber relaxar não só fisicamente mas, principalmente saber relaxar e acalmar a seqüência dos pensamentos e aprender a lidar com as emoções é uma necessidade.

E se você acha que meditar é muito difícil, pois precisa saber parar de pensar, não se aflija mais!

Meditar com as técnicas Ráshuah, não é parar de pensar! Meditar na concepção Ráshuah é observar os pensamentos e emoções para transformá-los positivamente em autoconhecimento e cura.

COM AS TÉCNICAS DE MEDITAÇÃO RÁSHUAH VOCÊ PASSA A SER SEU PRÓPRIO TERAPEUTA

Ao desenvolver suas técnicas, a professora Vera Calvet tinha em mente criar técnicas simples que promovessem o entendimento pessoal do praticante a respeito de seu próprio comportamento mental, físico, energético e emocional e lhe dar armas para o trabalho de reforma pessoal.

Criou então as técnicas Ráshuah de Meditação e autoconhecimento, para que você possa ser seu próprio terapeuta.

O praticante aprende a:

1- Compreender e trabalhar seu corpo físico, sabendo como ler seus sinais de stress, evitando assim, possíveis estados doentios futuros. Aprende a manter o corpo e a mente relaxados diante das atribulações da vida cotidiana. Relaxamento e auto cura.

2- Harmonizar sua energia e entender onde havia perda energética e porque.

3- Cuidar de seu estado emocional e saber como melhorar sua conduta nos relacionamentos, sejam eles pessoais ou profissionais. Aprende a entender como seu inconsciente pode boicotar suas ações, aprende a lidar com o controle e as frustrações e como lidar positivamente e transformar sentimentos negativos e baixa estima, em poder pessoal e segurança emocional.

4- Aprende a acalmar o estresse mental e a concentrar melhor seu foco de atenção sem esforço. Entende como se processa uma noite de bom sono usando as freqüências mais lentas de seu cérebro, obtendo o descanso profundo e um total relaxamento.

5- E aprende a ouvir e desenvolver sua intuição, alcança seu universo interior onde entra em contato com sua Inteligência intuitiva, aprende a usar os dois hemisférios cerebrais, encontra seu mestre interior para orientá-lo e ajudá-lo em seu caminho de desenvolvimento pessoal – interno e externo.

A técnica proposta no link abaixo, é um relachamento narrado online e faz parte de cinco técnicas de meditações narradas nos 2 CDs que acompanham o livro – Curso de Meditação Ráshuah – módulo 1 de Vera Calvet.

No primeiro link, você encontra a introdução à meditação com as instruções.

O segundo link é um relaxamento físico narrado, que é a base inicial de todas as meditações Ráshuah.

Por favor não utilize essas meditações para fins profissionais, pois estão protegidas por direitos autorais nos livros da professora Vera Calvet.

Meditação Ráshuah online

Boa meditação!

Se quiser comprar esse livro, está disponível no endereço: http://www.livrosrashuah.com.br

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Crise financeira

Obter dinheiro para manter a vida. Esse, sem dúvida, é um dos fatores que mais preocupam e nos causam estresse. Afinal, sem essa “coisa que inventamos”, a tal da moeda para trocar em bens e sustento, morreríamos de fome, doentes e ao relento.

Sem que percebêssemos, adotamos um padrão social que nos exige muito e temos dificuldades para manter. Tendo que viver em uma sociedade que nos exige tanto e que tão pouco nos dá em troca, tentamos manter esse status, ao mesmo tempo que percebemos o quanto é um padrão injusto, egoísta, separatista, destrutivo, tenso, inviável e que desperta o pior em nós.

Vivendo assim, divididos entre o que pensamos ter que fazer versus o quanto odiamos isso, estamos sempre nos colocando na posição de vítimas. Vítimas de um sistema do qual não vemos saída. E é essa a entrada para um poço profundo de frustrações e falta de poder. Estamos presos em um círculo vicioso, sofrendo a doença da vitima frustrada e sem poder que se chama: Medo!

É possível que neste exato momento em que você lê essas linhas, esteja em um mau momento financeiro, e tudo o que quer é uma forma de sair disso. E aposto que você não gostaria muito de ler agora, algo a respeito do quanto sua mente pode reverter essa situação ao voltar-se para pensamentos mais positivos. Tudo o que deseja é uma boa ideia imediata para sair dessa situação. Depois, até poderia tentar pensar mais positivo, não é mesmo?

Então vamos tentar organizar as coisas!

Uma boa forma de tratar de momentos onde nos sentimos sem poder para lidar com dívidas é a seguinte:

1) Vamos por partes! Vamos esquartejar o problema, pois o que o torna monstruoso, é nossa forma de vê-lo como um todo. Isso nos dá medo!

Por exemplo: Olhamos para nossas dívidas, fazemos as contas e enxergamos uma cifra ENORME! Uma cifra que tem um grande poder! Porém, se separarmos as dívidas uma a uma, por datas de vencimento, por exemplo, veremos que na verdade temos quantias muito menores por ordem de prioridade. Faça uma lista com os valores ao lado. Não pense apenas a respeito, olhando as contas sobre a mesa! ESCREVA! Isso nos dá mais confiança e poder, e acima de tudo, ORDEM nos pensamentos.

2) Escolha-as por datas mais urgentes ou por valores menores em primeiro lugar.

3) Foque sua atenção total na que estiver no topo da lista e ESQUEÇA as outras momentaneamente, pois lembrar de todas juntas é o que nos faz sentir medo e falta de poder para solucionar.

4) Trabalhe na solução exclusiva da que escolheu e resolva-a, atento apenas para não deixar passarem os prazos das outras.

Uma por uma, conforme as organiza, vá dizendo firmemente: Chegou sua vez de ser liquidada! Vou resolvê-la AGORA!

5) Fique atento às respostas e soluções que a vida poderá lhe enviar, tipo um sinal, um telefonema, uma solução que não havia pensado antes, etc. Não se feche nas antigas formas de resolver suas questões. Abra-se para novas soluções, possibilidades e ajuda.

6) Assim que conseguir a quantia necessária para liquidar a conta que está no topo de sua lista, LIQUIDE-A! Não mude de ideia e pague outra ou vacile! Aquele dinheiro foi direcionado para aquela conta específica! Acabe com ela e aí sim, passe para outra!

Após a crise e o estresse terem diminuído, considere começar a rever suas necessidades, sua forma de consumir, enfim, reveja os ônus x os bônus de sua situação de vida. Quais são as verdadeiras prioridades e o que é de fato real e importante em sua vida!

O mais importante nesse processo de sair da crise, será manter seu foco de atenção positivamente e sem tensões. Difícil? Claro, pois há anos você cria tensões e medo ao lidar com dinheiro! Normal que não seja tão fácil relaxar e focar sua atenção. Mas É TOTALMENTE POSSÍVEL! Foque em uma questão de cada vez, que vai ver o quanto é possível! E verá também, que como mágica, parece que as portas vão se abrindo, as soluções vão surgindo, e ajuda de lugares inimagináveis começam a surgir. Confie, pois ninguém passa por uma situação, que não possa resolver!

Você é quem manipula a energia do dinheiro! O dinheiro é uma energia que faz parte desse mundo, como outra energia qualquer! Não dê a ela mais importância do que possa ter! Não é o dinheiro que te manipula! É você quem tem esse poder! O dinheiro é o objeto! Você é o sujeito!

E agora sim, vamos falar a respeito de pensamentos mais positivos!

Observe que nossas ações são consequências de nossos pensamentos aliados a sentimentos que podem ser positivos ou negativos, dependendo do quanto nos autoconhecemos.

Tudo inicia com um pensamento e termina em uma atitude. Mas entre eles, pensamento e ação, existe algo que pode nos conturbar e nos fazer agir negativamente – são as emoções.

No caso de uma crise financeira, observe se lá no fundo de sua mente existe um pensamento de que algo sempre sairá errado, que não depende de você, que “os outros” têm poder e não você, ou que você não merece, não pode ou não consegue ser próspero? Esses são seus vilões – Sua crenças!

Assim que notar que esses pensamentos estão em ação, faça o pensamento contrário e diga – “Estou seguro e só atraio o melhor em minha vida! Tudo se resolverá, pois me mantenho calmo, alerta e assertivo em minhas ações!”

Faça dessa frase o seu mantra! Vigie seus pensamentos, pois são eles quem decretam como será sua vida!

Um grande abraço e força, pois eu creio em você e sei que pode!

Com muito carinho,

Vera Calvet

Depressão

A depressão parece ser realmente o mal do século. Por quê?

Talvez o alto padrão de exigência que nos auto-impomos seja um grande detonador. Talvez o fato de que esse alto padrão nos exija um comportamento cada vez mais enquadrado em padrões estéticos, financeiros e sociais, que valorizam o externo e não levam em conta o eu verdadeiro de cada um de nós.

Talvez ninguém tenha nos ensinado a valorizar e enxergar a nós mesmos, e com isso, não nos conhecemos de verdade.

Seja como for, a depressão é o aviso de que estamos com pensamentos negativos a respeito de nosso poder pessoal. Não nos sentimos bons o suficiente, fortes o suficientes, etc, etc…o suficiente.

E o que significa “o suficiente”? Com parâmetros utópicos, o suficiente significa o impossível!

Medo e frustração são os dois sentimentos básicos, geradores da depressão.

Às vezes parece mesmo que entramos em um período de “buraco negro”, onde tudo parece ser sugado para dentro e onde nada se manifesta positivamente. E nesses momentos, apesar do sentimento se entregar a frustração, podemos escolher pensar que isso pode ser uma espécie de aviso da vida. Não um aviso de que não somos bons e certos o suficiente, mas de que estamos pensando em alguma direção errada, que pode até nos parecer certa aparentemente, mas que na verdade não está compatível com nosso caminho de evolução, com nossa verdade interior.

Por exemplo:

Podemos estar querendo que nossa profissão dê certo, sem que ao menos gostemos de verdade de nosso trabalho! Isso seria uma incoerência energética! E o dinheiro vindo do trabalho então, não aparece!

Ou, podemos estar desejando que um relacionamento tenha sucesso, mas ao não nos conhecermos de verdade, não podemos conhecer e entender o outro e também não conseguimos nos fazer entender.

O que faz nossos caminhos se abrirem naturalmente seja em que terreno for, é nossa energia de prazer e verdade dentro disso.

Procure investigar o fundo de sua alma e veja onde sua energia verdadeira estaria entrando em contradição com suas atitudes.

Use o aparente “buraco negro” da tristeza positivamente para entender as mensagens da vida, que logo, logo, você sairá dessa influência e seus caminhos deslancharão!

Procure se perguntar, se de fato o trabalho que exerce atualmente é uma vontade de seu coração. Pergunte e ouça seu coração, pois às vezes escutamos a voz do racional e esquecemos-nos de ouvir nosso coração. Caso estejamos seguindo apenas a voz da razão e esquecendo o coração, o caminho realmente não se abre totalmente. O que abre nossos caminhos na vida é expressarmos com amor e prazer o que verdadeiramente somos e gostamos de fazer! O dinheiro e o sucesso são conseqüências disso. Ouça seu coração! Ele saberá guiá-lo!

Não existe felicidade sem o autoconhecimento!

Leia também os tópicos a respeito do estresse, do medo e da frustração.

A verdade liberta!

Não fique resistente a procurar ajuda médica! Muitas vezes, temos um distúrbio químico real e pensamos que estamos apenas tristes. Existem hoje, medicamentos sem tantos efeitos colaterais que podem ajudá-lo, nem que seja por algum tempo, até que consiga lidar melhor com seus problemas emocionais através de uma Psicoterapia ou Terapia emocional de apoio.

Fique em paz, no amor e busque sempre o autoconhecimento!

Com carinho,

Vera Calvet

Uma questão de fé

A palavra pode ser definida como sendo uma firme convicção de que algo seja verdade, sem que nenhuma prova irrefutável seja necessária para se acreditar. Fé, nesse sentido, seria uma confiança absoluta que depositamos em algo ou alguém.

A palavra veio da palavra grega pí-stis, que transmite a ideia de confiança, fidúcia, firme persuasão.

A fé se relaciona de certa maneira com os verbos acreditar, confiar ou apostar, isto é, se alguém tem fé em algo, então acredita, confia e aposta nisso.

Pode-se também considerar que ter é nutrir um sentimento de afeição pelo que acredita, confia e aposta, pois o sentido da fé é sempre positivo, ou seja, a pessoa de certa forma sustenta positivamente seu pensamento no objeto afeiçoado de sua fé.

A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais, a motivos nobres ou a motivos estritamente pessoais. Pode estar direcionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida. Também não carece absolutamente de qualquer tipo de evidência física racional.

É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa, um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, uma crença popular ou a uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião.

A fé não é baseada em evidências físicas reconhecidas pela comunidade científica, por exemplo, o que faz com que muitos a rejeitem como sendo algo tolo e irracional, pois raramente existem provas concretas a favor de determinada fé. Isso, impossibilita uma troca de ideias baseadas no convencimento, quando por exemplo, uma pessoa que tenha determinada fé, tenta persuadir outra que não tenha essa mesma fé.

Aliás, essa é a maior causa dos conflitos dessa natureza, pois sendo a fé algo quase que emocional, pessoal e além disso, raramente ou nunca, passível de provas concretas, físicas, materiais, uma discussão nessa área é quase sempre um solo minado. A fé é geralmente associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outras pessoas apenas através de relatos e não de provas concretas. Por isso, a imensa dificuldade de se estabelecer discussões nesse sentido.

Fé é geralmente associada então, a algum contexto religioso, dogmático, de crença preestabelecida, onde alguém crê no que é dito, por afinidade emocional e de certa forma racional, pois ambos pensam da mesma forma, seguem a mesma linha de raciocínio, se baseiam nos mesmos princípios.

Ninguém diz, por exemplo, ter fé que a natureza, os animais e os homens existam. Mas diz ter fé de que Deus as tenha criado. Nesse sentido, a natureza, os animais e os homens são passíveis de provas materiais de suas existências, já a crença em Deus, não.

Crer, ter a experiência emocional de algo, não pode ser provado a quem exija provas materiais, pois não pertence ao terreno da matéria e das leis físicas, mas sim, ao terreno intuitivo, espiritual e emocional.
Já a confiança não é, necessariamente, apenas uma questão de fé.

Confiar pode ser algo que venha através da experiência, da observação concreta e crítica. Confiança é uma coisa que se conquista, pois observando um evento que se repete sempre de determinada maneira, confiamos, através das observações anteriores, que provavelmente essa é a forma natural de comportamento desse evento. Seja esse evento algo positivo ou negativo.

Já a fé, sempre estará ligada a algum tipo de esperança e crença positiva, como pura e simples aceitação.

Quem tem fé, confia. Mas quem confia não se baseia necessariamente na fé, pois a confiança se baseia principalmente na observação antes da aceitação.

E você? Confia em sua fé? Ou confia mas não tem fé?

Com muito carinho,

Vera Calvet