Porque temos baixa autoestima

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Quantas vezes você viu a foto de uma belíssima modelo em uma revista e se sentiu horrível?

Quantas vezes você assistiu a filmes românticos, amores incríveis com finais felizes, e não se frustrou ao compara-los aos seus relacionamentos?

Quantas vezes você ouviu a gargalhada de alguém e pensou que sua a vida não lhe dá motivos para sorrir?

Quantas vezes viu pessoas abastadas financeiramente e se sentiu pobre? Ou viu a paz no rosto de alguém e se sentiu atormentado?

Quantas vezes se comparou ou guiou sua vida por algum modelo externo? Muitas? Algumas? Sempre?

Sendo assim, guiados e comparando nossas vidas e a nós mesmos a modelos determinados, é inevitável que nos sintamos muito mal, muito errados e inadequados! Pois estaremos nos comparando a ilusões, acreditando em modelos falsos!

Nesse momento você deve estar pensando: “Falsos? Aquela modelo da capa da revista é realmente bela! Aquele homem é realmente rico! Existem pessoas que realmente têm ótimos relacionamentos! O que é falso nisso?”

Falso é ver apenas um aspecto de cada uma dessas coisas e pessoas e comparar-se por tão pobre parâmetro!

Aquela modelo é bela, mas paga um preço enorme por isso, e talvez você não esteja disposta a pagar o mesmo preço que ela! Ela pode estar vivendo 24 horas de seu dia fazendo dietas, ginásticas, cirurgias. Sua foto é retocada para que saia perfeita e ela pode não ter uma vida pessoal satisfatória, pois está comprometida com sua aparência mais tempo do que possa suportar. Ela também pode ter muito, muito medo de que comecem a aparecer as primeiras rugas!

E aquele homem abastado financeiramente? Você sabe, por acaso, o preço que ele pagou por isso? Talvez ele tenha pago o preço da infelicidade nos relacionamentos ou o preço de sua própria saúde! Talvez ele tenha herdado sua fortuna e se sinta muito inútil e incapaz de construir algo sozinho! Talvez ele não consiga mais dar valor a nenhum prazer simples e seja muito frustrado, ou não confie em ninguém, e por isso, é muito solitário!

Os modelos de vida que vemos a nossa volta não são somente fotos, ou restritos a apenas um único aspecto! São referentes a pessoas comuns, que vivem seus próprios desafios, suas crises e dificuldades, assim como eu e você! E tanto elas quanto todos nós, pagamos os preços por nossos sonhos! Alguns pagam esse preço com prazer, outros nem tanto.

Enquanto tentarmos nos enxergar através do que NÃO somos, através do que NÃO temos, NÃO conseguimos, NÃO nos veremos e não nos valorizaremos! Dessa forma, só conseguiremos nos perceber como uma coisa muito errada, muito diferente, faltando muito para sermos o que “supostamente” seria o ideal!

Todas as pessoas que possam estar se comparando e guiando suas vidas pelo que diz um específico modelo externo, ou pelo que o mundo, os parentes ou algumas pessoas digam ou achem, estarão fadadas ao sentimento de inadequação e baixa autoestima! Até mesmo aquela linda modelo ou aquele empresário de sucesso!

Criticismo é a causa da doença emocional chamada baixa autoestima!

Nosso dedo indicador apontado em direção a nosso próprio rosto é o algoz, o carrasco que nos atormenta e mata nossa felicidade!

Alguns de nós tem a mania da critica destrutiva! E isso, essa mania de criticar negativamente a si mesmo, pode ter sido adquirida ao longo da vida, através das críticas de outras pessoas. São críticas a respeito do quanto você “deveria”, “tinha que”, “devia” ter sido ou feito isso ou aquilo.

Acostumamo-nos a estar sempre em dívida, em erro perante alguns modelos impostos. E que na verdade, nada mais são do que modelos criados pela imaginação ou por uma convenção de um grupo de pessoas! Alguns desses modelos poderiam até nos servir de incentivo a seguirmos, caso realmente estivéssemos dispostos a pagar o preço por isso! Mas, para aceitarmos um modelo externo como guia, precisamos, antes de tudo, enxergar qual é o nosso verdadeiro modelo interior! Precisamos saber separar o que de fato QUEREMOS de verdade e o QUANTO estamos realmente dispostos a pagar pelo esforço para conseguirmos algo!

Por exemplo:

Digamos que você viu um helicóptero de hélices douradas na TV e começou a ficar muito infeliz por pensar que jamais poderia ter um!

Todos os dias você acorda para trabalhar e dirige seu carrinho (que você ficou muito feliz ao comprar na época, mas que agora ficou feio, velho e obsoleto diante do belo helicóptero de hélices douradas) e se sente infeliz. Você começa a odiar aquelas ruas lotadas de carros, ao pensar que poderia estar voando livremente até seu trabalho, e muito triste pensa: “Imagine se EU, esse fracassado, poderia pensar em ter um helicóptero! Isso não é para pessoas  como eu! Não é para meu bico! Isso é para uns poucos sortudos que existem, e eu sou muito azarado para isso! Não ganho nem no bingo!” E o mais engraçado, é que você sequer joga no bingo, mas mesmo assim, pensa dessa forma!

Esse é mais ou menos o processo de destruição do poder pessoal e da baixa autoestima que nos impomos. Começamos a nos diminuir dia após dia, até acreditarmos que isso seja realmente verdade!

Mas, vamos investigar se realmente você quer um helicóptero? Se está disposto a pagar o preço por isso? Porque, se realmente você não puder viver sem um helicóptero, você poderá tê-lo! Isso provavelmente consumirá toda sua vida de trabalho árduo, jornadas duplas ou triplas, etc. Ou talvez seja tentado a alguma desonestidade e seja preso, perca sua família, ou viva com sentimentos de culpa. Talvez tenha que vender sua casa, seu carrinho, etc., mas você pode ter um helicóptero! É claro que talvez depois tenha muitos problemas para pagar o combustível de seu helicóptero, o hangar para guardá-lo, etc.

Essa história a respeito do helicóptero parece absurda? Mas é isso o que fazemos conosco quando projetamos falsos ideais!

Você já ouviu histórias de pessoas que passaram a vida inteira correndo atrás de um ideal e que conseguiram concretiza-lo!  Você sabe o quanto é possível realizar quando se tem determinação! Então, sempre se pode ter um helicóptero, desde que se queira de verdade e que esteja disposto a pagar o preço por isso!

Você quer um helicóptero, mas não está disposto a pagar o preço? Então, talvez o helicóptero não seja assim tão importante na verdade para você! Mas se é assim, porque está sofrendo por não tê-lo? Está percebendo o tipo de armadilha que criamos?

Precisamos perceber o que realmente é importante em nossa vida, senão, corremos o risco de nos sentirmos muito diminuídos por não termos algo como um helicóptero de hélices douradas!

Qual é a representação do helicóptero em sua vida? Sua aparência, sua profissão, sua casa, seu modo tímido de ser? Qual é a sua ilusão? O que você pensa que DEVERIA ser ou ter e não é ou possui?

Que tal então, mudarmos a pergunta e meditarmos a respeito do que você TEM e É?

Se você não se amar e se reconhecer, não há como pretender ser amado e reconhecido!

Se você não valorizar sua vida, sua existência, não há quem possa valorizá-lo!

Se você se vê tão negativamente, como pensa que as pessoas consigam enxergá-lo?

Se você mesmo não consegue se ver ou saber o que deseja, como então pretende que alguém saiba ou que adivinhe o que você quer?

Não diga mais que alguém não gosta de você! É você quem não se gosta e o outro só repete o mesmo sentimento!

Não diga mais que sua vida é feia, pois é você quem não vê a beleza da vida! E ela está aí, na sua frente! Veja! Ela é muito simples e talvez você ande complicando o simples!

Envolva-se no sentimento de amor, pois esse é o sentimento que nos liberta da crítica negativa. Deixe que seu coração se complete, se encha do mais puro amor. Projete esse amor à seu corpo, à sua mente, à sua vida. Deixe que o amor tome conta de cada célula de seu corpo, de toda a sua alma! Sinta-se assim, GRATO, amoroso e pleno! Ame-se! Você é um ser muito, muito especial, porque é único! Não há no universo inteiro, outro ser igual!

Abençoe sua vida, sua saúde e seus relacionamentos! Agradeça tudo o que possui e pense melhor antes de falar mal de si mesmo, ok?!

Fique em paz, no amor e na divina perfeição que somos todos nós, almas divinas!

Com amor e muito carinho,

Vera Calvet

Mais textos em: http://www.rashuah.com.br/textos_de_autoconhecimento.html
Esse assunto é amplamente discutido nos livros de autoconhecimento e Meditação Ráshuah que você encontra na página de nosso site: Livros e CDs

 

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Sempre aprendendo através dos relacionamentos

Uma das missões que todos temos nessa vida é aprender e crescer através dos relacionamentos. E, normalmente, é um dos aprendizados mais difíceis, pois geramos expectativas, damos muito poder ao externo, ao outro, não conseguimos entendê-lo e algumas vezes nem a nós mesmos entendemos.

Muitas dificuldades são basicamente geradas porque não nos conhecemos de verdade, não podendo, portanto, conhecer nem entender a ninguém mais. Autoconhecimento é o único foco de atenção que precisamos no início de qualquer relacionamento, para só depois, termos condições de conhecer e compreender outra pessoa, não exigindo dela, mais do que é capaz de dar ou ser. Viver na ilusão de quem somos faz com que vejamos os outros, também, através de uma ótica iludida!

Se quisermos uma pessoa com um certo perfil que está em nossa mente, é fácil acontecer de projetarmos esse perfil em alguém. Nesse caso, não estaremos enxergando a realidade do outro, e sim, tentando encaixar na pessoa, o nosso perfil imaginário. Mas, quando o outro começa a mostrar sua verdade, nos frustramos. A pessoa imaginária está apenas em nossa mente!

A sucessão de expectativas iludidas, e consequente frustração, termina por esgotar nossa energia e nos dá medo de tentar outra vez e tornar a errar. Mas é com nossos erros que podemos aprender. Porém o aprendizado precisa ser dirigido para nossa forma de comportamento e pensamento.

Precisamos estar atentos aos nossos padrões de cobrança e exigência. Precisamos prestar atenção se não estamos nos fazendo de vítimas ou jogando a responsabilidade de nossa vida nas mãos de alguém, o que seria obviamente um peso insuportável e impossível, pois nossa vida é somente nossa responsabilidade.

Precisamos perceber se não estamos exigindo que os outros sejam e pensem exatamente como nós mesmos ou exatamente como imaginamos que seria o ideal. Precisamos perceber o quanto isso é absurdo, pois esse mundo cresce através das trocas, das diferenças e cada um de nós tem sempre algo a ensinar e algo a aprender.

Não somos perfeitos e ninguém é! E é muito bom conhecer as pessoas de verdade, se abrir a perceber como o outro pensa, sente e age. Sem tentar encaixá-lo em nosso perfil imaginário!

Nós crescemos através dos relacionamentos e com a troca, com a diferença que existe entre as pessoas!

Respeite as diferenças, pois sem elas você não tem possibilidades de crescer!

Precisamos também perceber, o quanto estamos realmente dispostos de verdade a nos entregar aos sentimentos, pois as vezes nos distanciamos, lutamos contra os sentimentos por medo e passamos uma vida inteira nos sentindo solitários.

Assuma o poder que tem sobre sua vida, seus pensamento, sentimentos e ações! Abra-se para experiênciar a vida de verdade!

Decida que não permite mais que nada que aconteça fora de seu mundo interior, interfira negativamente em sua vida! Se tiver paz de espírito e estiver de bem com você mesmo, os eventos podem ser encarados e ultrapassados mais facilmente!

Vigie os pensamentos e sentimentos negativos e procure transformá-los em aprendizado positivo. Só você poderá fazer isso por si.

Descubra algo que te incentive, algo que tem vontade de fazer, mas que andou protelando, e faça!

Faça atividades que goste, que te dê alegria, que te desperte para o otimismo. Uma pessoa positiva e otimista sempre é agradável e atrai outras pessoas. Mas precisa ser um otimismo sincero, leve! Ninguém gosta de relacionamentos pesados, onde há dramalhões sem fim.

E antes de tudo, não complique o simples! Pare de ver complicações em tudo! Aceite que algumas coisas podem ser simples e fáceis! Não crie dramas desnecessários em sua vida! Simplifique! Verá como é mais gostoso ser simples e leve!

Respire fundo e deixe a vida entrar e fluir por todo o seu ser! Realmente não temos o poder de mudar os outros, caso não queiram, mas a nós mesmos temos todo o poder de mudar, e assim, mudando nossas atitudes e forma de enxergar os outros, acabamos fazendo com que os outros mudem também, ao menos em relação a nós.

Lembre-se de que se você até pode ter construido algum comportamento emocional negativo ao longo de vários anos, e que mesmo tendo decidido muda-lo, é normal que se pegue repetindo esse padrão ainda algumas vezes. Mas, assim que notar isso, não se sinta culpado ao ponto de desistir de tentar! Simplesmente perceba e procure mudar imediatamente o pensamento e o comportamento. Se errou com alguém, peça desculpas, mas mude! As pessoas até podem perdoar uma vez ou duas, mas ao perceberem que não há esforço na mudança, adeus relacionamento! Pois nenhum relacionamento resiste a falta de sinceridade.

Outra coisa importante é que não se acostume com as pessoas ao ponto de não notá-las mais! Nada é estático e as pessoas mudam. Preste atenção nas pessoas, descubra-as a cada dia!

Quer mudar a forma como enxerga os seus relacionamentos? Mude a si mesmo! Só você é quem pode fazer qualquer mudança em si, seja de postura, forma de pensar ou de sentir! O poder é seu! Use-o positivamente! Insista na mudança que achar necessária para viver relacionamentos plenos! E se achar que está difícil, busque ajuda! Você merece e sempre existirá ajuda para alguém que realmente a queira aceitar!

Fique em paz e em harmonia em seus relacionamentos!

Com muito carinho,

Vera Calvet

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Espiritualidade dos novos tempos

Não faz muito tempo, o único conceito que se tinha a respeito de espiritualidade era o conceito religioso. A espiritualidade estava ligada exclusivamente a pratica de alguma religião, seja qual fosse.

O numero de religiões e vertentes foram aumentando com o passar do tempo, possibilitando que cada um pudesse escolher livremente, qual filosofia se encaixaria melhor dentro de suas expectativas e sentimentos.

Até que começou a surgir o que se chamou de – O homem da Nova Era.

Esse homem era chamado de místico, pois mesmo não estando ligado necessariamente a alguma religião, trazia em si ainda, a necessidade de certos rituais, talvez por herança da antiga formação religiosa de infância.

O homem da Nova Era surgiu na virada dos anos 60/70, guiava-se pela astrologia, vivia a liberdade da Era de Aquário, pregava a liberdade filosófica, vestia-se com roupas indianas, acendia incensos, acreditava em fadas e praticava yoga.

Esse homem não conseguia mais se contentar com as explicações e dogmas religiosos e suas divindades passaram a se chamar: Natureza e energias.

Sua filosofia era a paz, o respeito a natureza e o amor a tudo e todos.

Porém esse homem percebeu que apesar de ter conseguido algo de muito positivo, não poderia sustentar na sociedade ocidental, as praticas, crenças e vestimentas de sua tribo e começou  a mudar outra vez.

Tornou a vestir suas roupas ocidentais e a entrar na correria da vida cotidiana.

A razão, as atitudes e pensamentos puramente racionais e práticos ocuparam seu dia completamente, embora lá no fundo de sua mente, ouvisse de vez em quando uma musica que cantava: Aquarius…..aquarius…..

Esse homem já não poderia voltar a se ligar a nenhum dogma religioso e também não mais se sentia à vontade em suas roupas indianas. A natureza continuou a ser seu ícone de paz, embora a deixasse apenas para os finais de semana. Mas ele já não acreditava em fadas e duendes, duvidava da bondade das pessoas e sua identidade espiritual ficou suspensa e magoada.

Mas esse homem não estava completo! Ele se sentia pressionado pela vida corrida mas ao mesmo tempo vazia que levava e volta e meia se perguntava: “Mas a vida é só isso?”

E a angustia crescia e a impossibilidade de crer aumentava, embora sua voz interior gritasse: “Me mostrem algo em que eu possa crer e que me sustente!”

Sua solidão foi aumentando a um ponto insustentável até que começou a ouvir algumas pessoas dizerem:

“Não pretenda dar seu poder e responsabilidade de sustentação ao externo!”

“Conheça a si mesmo e sustente sua própria energia e vida!”

“Não busque do lado de fora, algo que somente poderá ser encontrado em seu interior!”

“Encontre e realize a paz e o amor em seu interior, para só depois poder pretender estendê-la a seu mundo!”

“Aprenda a ler e a entender as lições e crescimento de cada evento em sua vida!”

“O que estiver se manifestando em sua vida é reflexo do que está manifestando em seu interior!”

“A vida está ruim? Então mude a si mesmo!”

E esse novo homem, começou a vislumbrar a nova espiritualidade!

Começou a entender que não pode jogar em nada externo, a responsabilidade de sustentar sua vida em harmonia, pois isso só depende dele!

Começou a ver as outras pessoas, como a si mesmo, lutando e tentando vencer suas próprias angustias através do autoconhecimento. Dispôs-se a aprender com cada relacionamento, a fazer auto-reflexões cada vez mais responsáveis e a olhar a vida com mais respeito e amor.

O novo homem conhece a lei de causa e efeito e percebe que tudo tem um motivo de aprendizado e crescimento em sua vida e passou a vivê-la com mais intensidade, com maior consciência de suas palavras, sentimentos e ações, pois percebeu que não é uma ilha isolada e que cada pensamento seu, irá refletir em emoções e atitudes positivas ou negativas em sua vida.

O novo homem parou de colocar a culpa de seus infortúnios no externo e começou a trabalhar em seu mundo interior, para que seu mundo cotidiano se traduzisse em harmonia.

Foi uma longa jornada até a Nova Espiritualidade e essa jornada apenas começou!

Temos muito ainda a descobrir a nosso respeito e a respeito ao mundo mágico em que vivemos!

Mas estamos a caminho!

Com muito carinho,

Vera Calvet

Uma questão de fé

A palavra pode ser definida como sendo uma firme convicção de que algo seja verdade, sem que nenhuma prova irrefutável seja necessária para se acreditar. Fé, nesse sentido, seria uma confiança absoluta que depositamos em algo ou alguém.

A palavra veio da palavra grega pí-stis, que transmite a ideia de confiança, fidúcia, firme persuasão.

A fé se relaciona de certa maneira com os verbos acreditar, confiar ou apostar, isto é, se alguém tem fé em algo, então acredita, confia e aposta nisso.

Pode-se também considerar que ter é nutrir um sentimento de afeição pelo que acredita, confia e aposta, pois o sentido da fé é sempre positivo, ou seja, a pessoa de certa forma sustenta positivamente seu pensamento no objeto afeiçoado de sua fé.

A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais, a motivos nobres ou a motivos estritamente pessoais. Pode estar direcionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida. Também não carece absolutamente de qualquer tipo de evidência física racional.

É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa, um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, uma crença popular ou a uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião.

A fé não é baseada em evidências físicas reconhecidas pela comunidade científica, por exemplo, o que faz com que muitos a rejeitem como sendo algo tolo e irracional, pois raramente existem provas concretas a favor de determinada fé. Isso, impossibilita uma troca de ideias baseadas no convencimento, quando por exemplo, uma pessoa que tenha determinada fé, tenta persuadir outra que não tenha essa mesma fé.

Aliás, essa é a maior causa dos conflitos dessa natureza, pois sendo a fé algo quase que emocional, pessoal e além disso, raramente ou nunca, passível de provas concretas, físicas, materiais, uma discussão nessa área é quase sempre um solo minado. A fé é geralmente associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outras pessoas apenas através de relatos e não de provas concretas. Por isso, a imensa dificuldade de se estabelecer discussões nesse sentido.

Fé é geralmente associada então, a algum contexto religioso, dogmático, de crença preestabelecida, onde alguém crê no que é dito, por afinidade emocional e de certa forma racional, pois ambos pensam da mesma forma, seguem a mesma linha de raciocínio, se baseiam nos mesmos princípios.

Ninguém diz, por exemplo, ter fé que a natureza, os animais e os homens existam. Mas diz ter fé de que Deus as tenha criado. Nesse sentido, a natureza, os animais e os homens são passíveis de provas materiais de suas existências, já a crença em Deus, não.

Crer, ter a experiência emocional de algo, não pode ser provado a quem exija provas materiais, pois não pertence ao terreno da matéria e das leis físicas, mas sim, ao terreno intuitivo, espiritual e emocional.
Já a confiança não é, necessariamente, apenas uma questão de fé.

Confiar pode ser algo que venha através da experiência, da observação concreta e crítica. Confiança é uma coisa que se conquista, pois observando um evento que se repete sempre de determinada maneira, confiamos, através das observações anteriores, que provavelmente essa é a forma natural de comportamento desse evento. Seja esse evento algo positivo ou negativo.

Já a fé, sempre estará ligada a algum tipo de esperança e crença positiva, como pura e simples aceitação.

Quem tem fé, confia. Mas quem confia não se baseia necessariamente na fé, pois a confiança se baseia principalmente na observação antes da aceitação.

E você? Confia em sua fé? Ou confia mas não tem fé?

Com muito carinho,

Vera Calvet

O despertar da Espititualidade

O que é ser espiritual, em sua opinião?

Seria alguém que acredita que somos mais do que um corpo regido por um cérebro?

Ou quem acredita na sobrevivência da alma após a morte?

Quem procura melhorar sempre seus aspectos negativos?

Ou ainda, quem tenha uma postura fraternal com tudo e todos?

Independente das qualidades que possa enumerar, todas terão necessariamente como base o amor. O amor faz com que se olhe o mundo, a si e aos outros, de maneira compreensiva, tolerante.

Um olhar realmente amoroso então, seria a tradução do ser espiritual.

Mas é a sabedoria agindo junto ao amor, que nos dará a medida justa das ações.

Amor e sabedoria precisam estar juntos para que nossas ações não prejudiquem nossos semelhantes. E infelizmente, sem sabedoria, somos sim, capazes de errar e prejudicar mais do que ajudar por amor.

Uma pessoa que ama a tudo e todos em igual medida ou que ao menos não coloca nada nem ninguém de fora de seu amor, embora possa ter certas preferências e simpatias especiais, é um ser espiritual.

E a consciência espiritual, o despertar, pode ser traduzido como sendo o momento em que essa pessoa começa a ter o impulso natural de fazer o bem e espalhar seu amor aos que ainda não conseguem se amar o suficiente para serem felizes.

Esse é o despertar para o que chamamos de sua missão de vida!

Esse despertar é o chamado de sua alma, para que busque seu caminho de realização!

Dizemos que são almas missionárias as pessoas que se tornam focos de luz e amor ao planeta e aos seres humanos, mesmo que ninguém sequer perceba que essa pessoa seja um missionário. Um missionário de luz precisa antes de tudo, trabalhar sua energia e amor, sua personalidade e sua vida, seus relacionamentos, seus pensamentos, para que seja sempre um canal de expressão da luz e um exemplo e apoio aos outros que ainda sentem maior dificuldade de realizar esses aspectos em si mesmos.

Um missionário faz coisas simples e cotidianas, como procurar ter sempre pensamentos de amor, tratar com

carinho e respeito a todos que encontra, estar sempre disposto a ouvir e ter prazer em ajudar e coisas assim, simples. Nada necessariamente enorme como a missão de Ghandi ou a de Madre Tereza de Calcutá. Porém, missões individuais de vital importância para a luz atingir esse planetinha tão sofrido que passa por um momento tão difícil.

Imagine o quanto é importante que tenham milhares de missionários da luz vivendo suas vidas cotidianas com amor e respeito a todos e ao planeta, e que juntos, abrem um imenso corredor de luz, amor, respeito e boa vontade através de suas vibrações, aumentando a vibração do próprio planeta!

Imagine como será o planeta, quando a maioria de nós tiver essa consciência e propagar esse efeito amoroso a cada um que tocar!

Imagine quando a maioria de nós tiver tanto amor e respeito ao planeta, que poderá ser revertido qualquer efeito negativo que nossa própria ignorância e egoísmo causou!

Não pense jamais que você é um só e que não adianta fazer um esforço para reciclar seu lixo, tratar os outros com respeito, fechar a torneira quando escova os dentes, catar um papel na rua e outras coisinhas simples e possíveis a cada um de nós!

Não pense que você não possa fazer diferença ao plantar um arbusto, pois não pode impedir sozinho o desmatamento da Amazônia!

Não pense que não faz diferença você tratar os outros com respeito e carinho, porque não pode parar as guerras pelo mundo a fora!

Não pense que não faz diferença ir à uma pequena passeata pela paz nas ruas de seu bairro, assinar um abaixo assinado ou reivindicar o concerto de sua calçada, já que sua cidade é imensa e tão abandonada e violenta.

Não pense que ter atitudes e pensamentos honestos e honrados seja inútil diante de tanta corrupção!

Se você pensar que está sozinho, nunca poderá ver tantos outros que iniciaram pensando como você, mas que resolveram fazer sua parte mesmo assim, apenas para que pudessem dormir em paz, ao menos com suas próprias consciências!

Um grupo forte, uma maioria seja no que for, é composta de exatamente inúmeros indivíduos que se juntam pelo mesmo ideal!

Isso é ser espiritual e despertar!

Bem vindo ao despertar da vida eterna do espírito!

Esse nosso planetinha precisa realmente de muitos que como você, realizem grandes ou pequenas coisas cotidianas e que despertem e o ajudem a passar por esse momento critico!

Com muito carinho,

Vera Calvet